Violência: números que assustam

por Jorge Aragão

É cada vez mais assustador o número de homicídios e as estatísticas da violência na Região Metropolitana de São Luís. O mês de junho contabilizou 50 mortes violentas nos quatro municípios que integram a Ilha: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, e superou em 35% a média registrada em maio, com 37 mortes anotadas.

Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O número de assassinatos do mês de junho também supera, em 9%, o total registrado no mesmo período do ano passado, quando a SSP divulgou 46 homicídios.

Um dado interessante em relação aos números e que também preocupa, diz respeito ao uso de arma de fogo. Segundo o relatório da SSP, 80% dos crimes foram cometidos com este tipo de arma, que é de uso exclusivo das forças de segurança pública no país.

Boa parte dos crimes também está relacionada ao tráfico de drogas e à brigas de facções, que dominam, por exemplo, o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

São dados, números e fatos que assustam.

E o Governo precisa agir…

Governistas cobram soluções para crimes de pistolagem no estado

por Jorge Aragão

O elevado índice de violência e os registros de pelo menos dois crimes de pistolagem no estado em menos de uma semana, provocaram a reação de deputados governistas na Assembleia Legislativa.

Bira do Pindaré (PSB) e Rigo Teles (PV) cobraram ontem, do secretário de Estado da Segurança, Jefferson Portela, soluções para os crimes.

Bira pediu “empenho e celeridade” na investigação do assassinato do líder quilombola Raimundo Silva (57) – mais conhecido como ‘Umbico’; e também do vereador de Anajatuba, Miguel Sampaio Soares, o ‘Miguel do Gogó’ (PCdoB), assassinado na semana passada.

“Peço ao secretário Jefferson Portela uma priorização na investigação desse caso porque se trata notadamente de um caso de pistolagem no qual uma pessoa foi executada. Então, é preciso que haja um empenho redobrado nessas investigações a fim de identificar os autores do crime para que haja a punição necessária e que outros crimes dessa natureza não aconteçam no Estado do Maranhão”, disse.

Rigo Teles falou do assassinato de um fisioterapeuta, em Grajaú, durante o feriado. Segundo ele, o crime, por suas características, também pode ter relação com pistolagem.

“Fui procurado em função dos constantes assassinatos que vêm acontecendo no município pela pistolagem. Estou preocupado com essa situação que vem acontecendo na região central do Maranhão. Em Grajaú, teve o assassinato do senhor Marcos, um fisioterapeuta do município de Grajaú, filho da cidade, querido na cidade, filho de famílias grandes do município de Grajaú, então realmente chocou a cidade”, relatou.

Com a palavra, Jefferson Portela…

Vice-presidente do PCdoB de Timon é preso por estupro

por Jorge Aragão

Clemilton Colaço entre Edivar Ribeiro e Luciano Leitoa, durante evento do PCdoB em Timon

O vice-presidente do PCdoB de Timon e membro do Governo Flávio Dino (PCdoB), Clemilton Colaço Ribeiro, foi preso na manhã de hoje pela Polícia Civil.

Pesava contra o comunista, um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara Criminal de Timon, por suspeita de estupros contra três garotas entre 10 e 13 anos de idade.

A informação foi confirmada pelo jornalista Gilberto Léda na Delegacia Especializada da Mulher (DEM).

Clemilton ocupa desde setembro de 2015, o cargo de diretor da Unidade Regional de Timon da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (Seinc), posto para o qual foi nomeado depois de deixar a gestão Luciano Leitoa (PSB), prefeito de Timon.

Ele agora responderá na Justiça pelas acusações de estupro.

 

Violência: Ilha de São Luís tem 25 homicídios em apenas duas semanas

por Jorge Aragão

Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) atestam o crescimento assustador da violência no estado. Em menos de duas semanas, 25 mortes violentas foram registradas na Região Metropolitana de São Luís.

De acordo com a SSP a maior parte dos assassinatos foi praticada com uso de arma de fogo. Dezessete pessoas foram mortas a tiros. Os últimos casos, como mostrou reportagem da edição de hoje de O Estado, ocorreram na noite de terça-feira, 11, e as vítimas foram Josivaldo Azevedo Abreu Júnior e Wedson Abreu Silva, ambos de 21 anos, que foram baleados por homens não identificados na Vila Progresso, área do Vinhais.

Nas duas primeiras semanas do mês de abril o dia mais violento foi 6, quinta-feira última, com registro de cinco homicídios. A polícia ainda investiga os crimes.

A Região Metropolitana de São Luís é formada pelos municípios São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa.

 

Comunidade em pânico

por Jorge Aragão

O Campus Universitário do Bacanga é uma comunidade gigantesca, maior do que muitos bairros de São Luís – e equiparada, em população, a alguns municípios do interior. São milhares de estudantes, professores, servidores, colaboradores e comunitários, que ali convivem no dia a dia – estudam, trabalham, comem, se divertem – e transformam a área em uma verdadeira cidade universitária.

Mas nenhuma segurança é oferecida a essas pessoas, em nenhuma hora do dia – e o expediente vai da manhã à últimas horas da noite.

No ano passado, durante um evento na chamada área de vivência – onde alunos e professores se reúnem para estudar, divertir-se e protestar – um estudante foi assassinado a golpes de faca, dentro de um banheiro, sem que ninguém tenha percebido. Nos últimos quatro dias, duas estudantes foram estupradas na área do Campus, também sem que ninguém as tivesse acudido.

A Ufma tem uma Prefeitura de Campus, espécie de gestora da cidade universitária, responsável pela infraestrutura de transporte, Educação e Segurança da comunidade universitária. Valores e contingentes são maiores do que os de muitas prefeituras pelo Brasil a fora.

Mas no que diz respeito à Segurança, contingente e equipamentos disponibilizados são apenas para a proteção do patrimônio da própria Ufma. Os homens da segurança patrimonial não estão treinados e equipados para a proteção de homens e mulheres que ali vivem diariamente.

A área da Ufma tem plenas condições e abrigar um quartel da PM, assim como já abriga serviços outros da área de Segurança, como o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal. A presença de policiais na área inibiria muito mais a ação de bandidos. E a pergunta que se az é: falta o quê para ser efetivada?

Irmãos de sangue

A reitora da Universidade Federal do Maranhão, Nair Portela, é irmã do secretário de Segurança Pública Jefferson Portela.

Os dois chegaram a ganhar a mídia no ano passado, ao anunciar convênio que garantiria a presença de policiais militares nas dependências da Ufma.

Oito meses depois – e dois estupros registrados – a parceria nunca foi efetivada.

 

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

Março termina com média de dois homicídios por dia na Ilha

por Jorge Aragão

O mês de março, encerrado na última sexta-feira, registrou uma média de 2 homicídios por dia na Região Metropolitana de São Luís. É o que apontam os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP).

Balanço apresentado hoje por O Estado, mostra que em 31 dias do mês de março, 63 mortes violentas foram registradas nos quatro municípios que integram a Ilha – São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Das 63 mortes registradas, o Cipos classificou 52 como homicídios dolosos. Quatro assassinatos foram ocasionados por lesões corporais seguidas de morte; outros quatro foram apontados como latrocínios e três mortes aconteceram em confronto com a polícia.

O relatório também aponta que a maior parte dos homicídios foram ocasionados por armas de fogo (53). As armas brancas provocaram a morte de seis pessoas, enquanto que em outros quatro casos as mortes foram causadas por outros meios.

A violência, assusta.

 

Coluna do Sarney: Violência e banditismo

por Jorge Aragão

revolver_violencia_thumb2Hannah Arendt dizia que o mundo moderno está embrutecido e que uma das características mais trágicas é a banalização da violência, hoje percebida e tolerada por todos como um simples elemento do cotidiano. Tive oportunidade de abordar várias vezes no Senado esse sentimento de que há uma regressão na humanidade. No passado matava-se pela disputa de comida, pela ocupação de território, na luta pela sobrevivência – um instrumento da evolução das espécies. A consciência do homem estava num estado primitivo, igualada à dos outros primatas. Centenas de milhares de anos depois, volta-se a matar, não mais para poder viver, mas como se fosse um gesto normal da vida. Ninguém se choca com os números de homicídios, com as chacinas, com a crueldade. Os crimes mais hediondos são tidos como normais.

Lembro-me de que, quando foi votado um projeto de lei considerando a corrupção crime hediondo, apresentei uma emenda para que se incluísse na mesma categoria o homicídio. O autor do projeto, o então senador Pedro Taques, reagiu dizendo que enfraquecia a mensagem da corrupção. Para mim matar também é corrupção, mas hoje se acha que a corrupção é mais danosa do que os crimes contra a vida. Minha emenda foi rejeitada.

Agora estou estarrecido com os números de homicídios na ilha de São Luís: de janeiro a novembro 642 pessoas foram mortas, projetando uma taxa próxima a 70 por cem mil habitantes na ilha que se chama do amor. Nos países do primeiro mundo ela está na casa de 2/100.000. Na Índia, 2º lugar em números absolutos de homicídios, a taxa é de 4/100.000; no Brasil é de 25/100.000; e na ilha de São Luís, repito, estamos com 70 por 100 mil. Será que ninguém se revolta, denuncia, protesta, combate ou se inconforma? Volto a Hannah Arendt quando diz que a violência se tornou uma banalidade.

Acho que com esses números é o caso de declararmos estado de calamidade pública no combate à violência. E isso se reflete na vida da comunidade, gerando o medo, fazendo das casas prisões, com grades nas janelas e nas portas… e toda sorte de tentativa de defesa contra o crime. Andar nas ruas, nem pensar. Em cada família há uma história de violência a relatar.

Também é de estarrecer que apenas 3% dos casos de homicídio sejam apresentados à Justiça e que as condenações sejam tão leves – um homicídio pode significar, com a progressão da pena, 2 anos em regime fechado. Esta semana vimos um culpado de corrupção ser condenado a 19 anos de prisão, porque tinha dividido uma propina de 5 milhões com três pessoas – e uma mulher, que tinha assassinado o marido, esquartejado o corpo, colocado na geladeira, depois em malas e espalhado os pedaços em terrenos baldios, também ser condenada a 19 anos! Assim, o tirar a vida vale o mesmo que o roubar cinco milhões.

E o pior: as maiores taxas de homicídio estão entre os jovens de 17 a 24 anos, que matam e são mortos, com predominância de pretos e de pobres.

Uma sociedade assim não pode senão ser acusada de estar podre. E o Maranhão – de povo pacato, ordeiro, pacífico -, transforma-se num exemplo de violência e banditismo.

José Sarney

A justa e correta cobrança de Alexandre Almeida ao Governo do Maranhão

por Jorge Aragão

alexandrealeO depurado Alexandre Almeida (PSD) cobrou do governador Flávio Dino (PCdoB) a execução de emenda parlamentar de sua autoria, no valor de R$ 950 mil para a Segurança Pública.

Os recursos seriam aplicados na aquisição de cinco novas viaturas para a Polícia Militar, em Timon, para auxílio no combate à violência.

Almeida lembrou que o exercício financeiro 2016 está termimando e Dino não aplicou as emendas.

O deputado tratou dos elevados índices de homicídio no estado, falou da falta de aparaelhamento das polícias Civil e Miltar e questionou o não investimento na Segurança Pública. Para ele, executar as emendas e adquirir as viaturas, é também manter a esperança da população de Timon por dias melhores. Investimento em Segurança Pública num momento como esse, é também

“Toda semana temos cidadãos timonenses assassinados, nós nunca tivemos tantos crimes contra o patrimônio, roubo e furto como nós estamos tendo agora em Timon”, disse e completou: “Timon é uma cidade que está ao lado de Teresina, que é uma capital com aproximadamente 1 milhão de habitantes, e tudo o que acontece em lá reflete em Timon. no aspecto da criminalidade, por isso, a PM precisa ter uma estrutura razoável, e eficiente”, complementou.

A decisão está nas mãos de Flávio Dino…

Alarmante: 642 homicídios em 11 meses na Ilha de São Luís

por Jorge Aragão

revolver_violencia_thumb2É alarmante o número de assassinados registrados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na Região Metropolitana de São Luís, remedy que compreende os municípios de SãoLuís, health São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Reportagem especial de fim de semana de O Estado revela que 642 homicídios dolosos foram registrados de janeiro a novembro deste ano na Ilha. A maior parte do crimes ocorreu na capital, com 462 casos. O bairro mais violento, segundo relatório da SSP, é a Cidade Olímpica, com 19 assassinatos em 11 meses.

A área do Coroadinho também é uma das mais violentas da capiral, com 16 casos registrados e os bairros Anil e Vila Embratel aparecem logo em seguida, com 14 assassinados, cada.

A reportagem mostra também que os meses de fevereiro e julho foram os que mais registraram casos de homicídios dolosos na capital: 53 mortes em cada. Em março, agosto e outubro, ocorreram 46, cada; janeiro, 42; novembro, 39; setembro, 35; junho, 33; e abril foi o mês com o menor número de ocorrência desse tipo de crime, com 32 assassinatos. Nos demais municípios da Ilha a violência também é alarmante.

O delegado da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), Marcos Affonso Júnior, afirmou que a maioria desses assassinatos têm ligação com o tráfico de entorpecentes e rixa entre facções criminosas. “As facções criminosas, na maioria das vezes, brigam entre si com o objetivo de conquistarem novos espaços para vender droga”, declarou o delegado.

Um quadro preocupante na Região Metropolitana de São Luís.

Violência que assusta

por Jorge Aragão

Se há algo que tem tirado o sono da população maranhense é a violência urbana.

O mês de setembro apenas começou, drug e foram registradas quatro mortes em apenas dois dias na Região Metropolitana de São Luís.

Uma morte ocorreu em uma lanchonete na Cidade Operária, viagra sale após vigilante frustrar ação criminosa de dois bandidos. Outra morte ocorreu na Avenida Kennedy. Ontem, dois homicídios foram registrados no Centro. Outras duas pessoas foram alvejadas, e levadas com vida para os hospitais de urgência e emergência da capital

O clima, não se pode negar, é de aflição e medo. Bandidos estão cada vez mais audaciosos e a população cada vez mais acuada.

As polícias Militar e Civil, têm buscado frear o elevado índice de violência, sem contudo, obter êxito.

E no meio disso tudo o Governo do Estado, destoante, que se apoia em estatísticas controvérsias e aponta queda gradual no número de mortes violentas em São Luís.

E ninguém sabe onde isso tudo vai parar…