UOL: veto de Pedro Fernandes seria por ligação com Flávio Dino

por Jorge Aragão

Por conta da imensa dificuldade que o presidente da República, Michel Temer, está tendo para nomear a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho, o assunto do veto ao primeiro indicado, o deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA), voltou a ser destaque na imprensa nacional.

Em entrevista ao site UOL, Michel Temer voltou a assumir o veto do nome de Pedro Fernandes, sem transferir a responsabilidade para o ex-presidente da República, José Sarney.

Segundo o site UOL, Temer disse que não aceitou o nome de Pedro Fernandes pela por sua ligação com o governador do Maranhão, Flávio Dino, que, segundo o presidente, mantém um quadro de Dilma Rousseff (PT) na parede do Palácio dos Leões, como se ela ainda fosse a presidente (veja aqui).

O certo é que o imbróglio segue e o PTB não consegue emplacar um nome para o Ministério do Trabalho e Temer segue com um ministro a menos na sua equipe de governo.

Pedro Fernandes pede desligamento da vice-liderança do Governo Temer

por Jorge Aragão

Clique no documento para ampliar

Ainda repercute o imbróglio sobre a não ida do deputado federal Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho. O parlamentar maranhense chegou a ser indicado pelo seu partido, mas não teve o nome aprovado pelo presidente Michel Temer (PMDB).

Pedro Fernandes atribuiu a sua não ida para o Ministério do Trabalho a um suposto veto feito pelo ex-presidente José Sarney (PMDB). O tal veto seria pelo fato do PTB integrar o Governo Flávio Dino (PCdoB), só que José Sarney negou o veto e afirmou que jamais vetaria um maranhense para qualquer cargo político. O ex-presidente lembrou que se não vetou Flávio Dino para a EMBRATUR, não teria motivos para vetar o nome Pedro Fernandes.

Nesta terça-feira (09), de maneira coerente, o deputado Pedro Fernandes encaminhou ofício ao Líder do Governo na Câmara Federal, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), seu desligamento da vice-liderança do Governo Temer. Clique no documento postado para ampliar.

Pedro Fernandes justifica que o seu pedido de desligamento seria “para evitar embaraços do presidente Michel Temer com o ex-presidente José Sarney”.

Na realidade Pedro Fernandes ainda está ressentido pelo contorno que tomou o caso e fez um raciocínio lógico, se não serve para ser ministro do Trabalho, não pode servir para ser vice-líder do Governo Temer.

Entretanto, é preciso também dizer que se sobrou coerência nessa decisão, faltou coerência para a aliança com o PCdoB no Maranhão, afinal o próprio presidente do PTB, Roberto Jefferson, já deixou claro sobre o que pensa do comunismo (reveja).

Veto a Pedro Fernandes: as versões de Joaquim Haickel e Cláudio Humberto

por Jorge Aragão

 

Por Joaquim Haickel – Pedro Fernandes se elegeu vereador de São Luís em 1992, vaga que antes era ocupada por seu irmão, Manoel Ribeiro, que foi inclusive presidente da Câmara Municipal da capital, e naquele momento era deputado estadual, e iniciava ali sua brilhante trajetória política.

Mas essa história remonta mesmo os idos do ano de 1993! Tudo começou quando impuseram aos deputados e à Assembleia Legislativa do Maranhão, durante 10 anos, o nome de Manoel Ribeiro como presidente do legislativo estadual. Uma hora os nossos erros voltam para nos assombrar!

Em 1998, depois de duas eleições consecutivas de Manoel como presidente da ALM, Pedro disputa e ganha um mandato de deputado federal, cargo que ocupará por cinco mandatos sucessivos, até que, sabiamente, passará o bastão para seu filho, Pedro Lucas, em 2019.

Até aí tudo está certo, translúcido e completamente bem explicado e entendido.

Os Ribeiros sempre foram aliados do grupo liderado por José Sarney, mesmo que o mando deste grupo tenha sido exercido por sua filha Roseana nos 14 anos em que ela foi governadora do Maranhão.

Para Roseana era muito cômodo que Manoel Ribeiro controlasse a Assembleia Legislativa e os deputados, para isso deu a ele todo o poder necessário para tanto.

Pedro Fernandes sempre foi reconhecidamente um político mais bem preparado que seu irmão mais velho e logo impôs um estilo próprio. Engenheiro, bem versado e mais culto que o irmão, era tecnicamente mais capaz de assumir tarefas burocráticas. Já Manoel, passado na casca do alho, sempre foi um político mais arguto, mais afeito ao jogo dos bastidores da política. Era indiscutivelmente aquilo que se chama de uma raposa felpuda da política maranhense de seu tempo.

Quatro momentos da trajetória de Pedro Fernandes foram os pontos altos de sua vida pública. Quando se elegeu vereador, foi um excelente vereador. Quando se elegeu Deputado e novamente teve boa atuação. Quando foi indicado secretário de Educação por Roseana Sarney e agora quando teve seu nome indicado para ser ministro do trabalho.

A política é um sacerdócio. Uma ocupação parecida com a dos homens que dedicam sua vida a Deus. Os médicos de antigamente tinham essa mesma característica. Dedicavam-se à sua função de corpo e alma. Na política deve ser assim. Se você não se dedicar integralmente a ela, ela lhe falta. Se bem que para ter sucesso em qualquer setor essa máxima se aplica.

Quando a direção nacional do PTB indicou o nome de Pedro Fernandes para ministro do trabalho, o fez por ver nele um quadro capaz de desenvolver o trabalho de sustentação que o partido precisava para suas políticas. Ocorre que Pedro deveria primeiro fazer o dever de casa e ele não fez!

Aprende-se cedo na política que atitudes falam mais alto que o som de nossa voz. Sabendo da amizade de Zé Sarney com o Presidente Temer, Fernandes tinha obrigação de saber que o presidente da República pelo menos consultaria o ex-presidente, líder inconteste do estado do futuro ministro, sobre o fato de indicar um político de seu estado, sabidamente seu amigo, para um cargo tão importante, ainda mais pelo fato desse amigo estar vinculado a um adversário não só do ex-presidente, mas a alguém que recorrentemente chama Temer de golpista e ilegítimo!

Ora bolas, é ter muito pouca capacidade de entendimento do cenário político! Como é possível querermos que as coisas venham a acontecer como se deseja, trabalhando no sentido contrário!?

Já que Fernandes está agora alinhado a um governador, adversário do homem que vai nomeá-lo, o certo a fazer neste caso, deveria ser, de comum acordo com o governador, estabelecer que o mais importante neste momento seria garantir sua nomeação, coisa que seria bom para todo mundo. Todo mundo mesmo! Não dá para apagar incêndio com gasolina. Numa situação dessas o velho Manoel se sairia muitíssimo bem, já Pedro não é tão bom nisso.

Ao tentar demonstrar uma lealdade subserviente ao governador, Pedro pediu para não ser nomeado Ministro. Lealdade é a maior das qualidades de um político, desde que ela não seja capachilda, desde que ela aconteça de maneira livre e independente, caso contrário é pura dependência, imposição.

Tenho certeza que Zé Sarney não foi consultado pelo PTB ou pelo presidente Temer sobre a indicação de Pedro Fernandes para o ministério. Estive com Sarney no dia da indicação e ele comentou comigo que seria uma coisa muito boa para o Maranhão ter dois ministros novamente, ainda mais sendo Pedro.

Tenho certeza que ele não pegou o telefone para vetar o nome de Fernandes. O que ocorreu é que as declarações atabalhoadas de Pedro e as repercussões delas, muitas de forma bastante maldosa, aproveitando-se da inabilidade do deputado neste caso, fizeram não só Temer, mas o próprio PTB nacional repensar a indicação. Dar um ministro para um adversário, em meio a uma batalha política como a das reformas e a condução do país em meio a toda essa crise, é uma temeridade.

Pedro deveria ter ficado calado, consolidado seu nome e esperado ser nomeado. Não precisava trair Flávio Dino, só não podia ser subserviente a ele. Este fato prejudicou inclusive o próprio governador do Maranhão, que acabou não tendo um ministro ligado a si!

Depois do caldo derramado resolveram fazer o que os políticos fazem toda vez que não têm coragem de reconhecer seus erros: “Isso é coisa do Sarney!”

Não meto a minha mão no fogo por Zé Sarney, exatamente por saber que ele é o maior e o melhor político, mesmo sem mandato eletivo, ainda em plena atividade no Brasil, mas posso garantir que a maioria das coisas que as pessoas atribuem a ele, é obra da incapacidade das próprias pessoas de fazerem o que devem ou pelo fato de terem feito o que não deveriam.

Com perdão da má comparação, acontece em relação a Sarney a mesma coisa que acontece em relação a Deus e ao Diabo. Grande parte dos milagres creditados a Deus e dos flagelos debitados ao Diabo, ocorrem por obra e graça da nossa incapacidade de fazer o que deveríamos.

PS1: Depois de reler e revisar o texto acima, cheguei a conclusão que não vai adiantar que se diga e até mesmo que se prove que Sarney não vetou o nome de Pedro Fernandes, pois muitas pessoas não vão acreditar nisso. Porém uma coisa é certa, se Pedro Fernandes tivesse agido de outra maneira, da forma politicamente correta, uma hora dessas, ele seria ministro do trabalho.

PS2: Já imaginaram se o PTB nacional, comandado por Roberto Jeferson, que detesta Flávio Dino e o PC do B, obrigasse o partido no Maranhão a não se coligar com o governador!? Pedro Fernandes estaria no mato sem cachorro, pois a uma altura dessas o grupo Sarney não o receberia de volta!

PS3: A sobrevivência política de Pedro Fernandes e a eleição de seu filho, o promissor Pedro Lucas, independe de sua vinculação com esse ou aquele grupo político, comandado por este ou aquele cacique, seja ele detentor efetivo do poder formal ou não.

PS4: Acabei de lembrar do que minha mãe me dizia, quando eu era ainda bem pequeno: “Dizes com quem andas, que te direi quem és”.

 

O apaixonado e incoerente Flávio Dino

por Jorge Aragão

A segunda observação importante que o Blog do Jorge Aragão faz ainda sobre a não ida do deputado federal maranhense Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho e a postura do apaixonado e, como sempre, incoerente governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Mesmo de férias, Carlos Brandão é o governador do Maranhão até o dia 10 de janeiro, Flávio Dino, que se omite de responder a críticas e questionamentos pertinentes, pela paixão incondicional que possui pelo sobrenome Sarney, não deixaria de dar pitaco na polêmica.

Nas redes sociais, o comunista criticou Sarney por supostamente ter vetado o nome de um maranhense para o ministério do Governo Temer. Veja abaixo.

Dois detalhes sobre a tola postagem: Flávio Dino esqueceu de mencionar que Sarney ao negar tal veto, lembrou que não vetou o comunista para assumir a Embratur, ligada ao Ministério do Turismo, comandada pelo maranhense Gastão Vieira, à época aliado incondicional de José Sarney.

O segundo detalhe e mais sórdido foi novamente a incoerência do comunista. O que Flávio Dino fez nas redes sociais foi dar chilique pelo fato de Sarney ter vetado um aliado seu para o Governo Michel Temer, um governo que o comunista considera ilegítimo e da pior qualidade.

Ou seja, por um raciocínio normal, de alguém equilibrado, Flávio Dino não deveria era agradecer a Sarney por ter evitado que um aliado seu participasse de uma gestão que ele abomina???

Só que ao invés de agradecer Sarney de ter livrado Pedro Fernandes desse tipo de gestão, o comunista preferiu demonstrar, mais uma vez, sua paixão e sua incoerência nas redes sociais, reclamando pelo fato de um aliado seu ter sido supostamente vetado de um governo que ele diz ser golpista.

Definitivamente paixão quando não endoida, cega.

O PTB quer mesmo essa aliança com o PCdoB no Maranhão???

por Jorge Aragão

Ainda repercute a não ida do deputado federal maranhense Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho. O parlamentar atribuiu o veto ao ex-presidente José Sarney (PMDB), pois causaria embaraço a ele, pelo fato de que o PTB apoia a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Apesar da afirmativa de Pedro Fernandes, Sarney negou tenha sido consultado, quanto mais vetado.

Entretanto, pulando essa parte que todos já conhecem. Duas situações acabam chamando atenção no episódio. O primeiro é a postura do PTB, que no fim da semana passada indicou Pedro Fernandes e agora aceita naturalmente a negativa do presidente Michel Temer (PMDB).

Se o PTB tinha tanta convicção de que Pedro Fernandes seria o melhor nome, o correto não seria brigar um pouco mais pela indicação??? Será que Temer, desgastado como está, teria mesmo coragem de correr o risco de perder mais um partido nesse momento da atual conjuntura política???

O certo é que Pedro Fernandes não será mais o ministro e o PTB segue apoiando o Governo Flávio Dino. Só que tem causado estranheza a postura do próprio presidente Nacional do parido, Roberto Jefferson. Veja abaixo o que ele postou recentemente nas redes sociais.

 

Será que Roberto Jefferson permitirá mesmo essa aliança com o PCdoB no Maranhão???

É aguardar e conferir.

Já a segunda situação, e ainda mais interessante, virá na próxima postagem.

Leia ainda: Roberto Jefferson diz que Pedro Fernandes errou ao não conversar com Sarney

Sarney nega veto a ida de Pedro Fernandes ao Ministério do Trabalho

por Jorge Aragão

O ex-presidente da República, José Sarney (PMDB), negou que tenha vetado o nome do deputado federal maranhense Pedro Fernandes (PTB), para assumir o comando do Ministério do Trabalho.

Na semana passada, o PTB informava que já havia indicado o nome de Pedro Fernandes para o ministério, que é da cota da legenda no Governo Michel Temer, e todos esperavam a nomeação para os próximos dias.

Nesta terça-feira (02), o presidente Michel Temer pediu ao PTB que indicasse outro nome. Pedro Fernandes atribuiu essa decisão a um veto de José Sarney pelo posicionamento do PTB no Maranhão, que apoia a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) (reveja).

Entretanto, José Sarney, em entrevista ao blog do jornalista Gerson Camarotti (veja aqui), disse que nem foi consultado e muito menos vetou o nome de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho. Sarney ainda lembrou que não vetou nem o nome de Flávio Dino, quando assumiu a EMBRATUR.

“Não fui consultado e não vetei. Ele [Pedro Fernandes] quer arrumar uma desculpa. Colocar a responsabilidade sobre as minhas costas. Se, no passado, não vetei Flávio Dino para a Embratur, não faria isso para alguém que foi nosso amigo”, afirmou.

Então tá!!!

Pedro Fernandes não será mais o ministro do Trabalho

por Jorge Aragão

O deputado federal do Maranhão, Pedro Fernandes (PTB), não será mais o novo ministro do Trabalho do Governo Michel Temer (PMDB), como chegou a ser anunciado por toda imprensa nacional, inclusive neste Blog.

Foi o próprio Pedro Fernandes que, em contato com o Blog do Jorge Aragão, confirmou a informação. A não ida do deputado se deve pela conjuntura política do Maranhão, uma vez que o PTB maranhense apoia a reeleição de Flávio Dino (PCdoB), contra a pré-candidatura da peemedebista Roseana Sarney.

“Quero registrar o meu agradecimento ao presidente do PTB Roberto Jefferson, ao líder doPTB na Câmara Federal Jovair Arantes, ao ex-ministro Ronaldo Nogueira (PTB) pela indicação feita ao presidente Michel Temer do meu nome para o Ministério do Trabalho e Emprego e a toda a bancada pelo acolhimento desta, demonstrado pelas manifestações de carinho. Infelizmente não deu, devido ao embaraço que o meu nome cria na relação do presidente Michel Temer com o ex-presidente José Sarney. Obrigado amigos”, declarou Pedro Fernandes.

A indicação de Pedro Fernandes pelo PTB já estava acatada pelo presidente Michel Temer, mas esperava-se um retorno do partido ao Grupo Sarney para as eleições de 2018, como isso não aconteceu, já que Pedro Fernandes assegurava que não existia essa condicionante, Temer, para evitar problemas com o PMDB e José Sarney, pediu que o PTB indique um novo nome.

Resta saber se o governador Flávio Dino saberá reconhecer o gesto de grandeza de Pedro Fernandes, que praticamente abriu mão de um ministério, um dos mais importantes na atual conjuntura, para assegurar o apoio do PTB a reeleição do comunista.

Já José Sarney, como esse Blog sempre disse, segue com prestígio em alta e jamais um ministro maranhense, num Governo do PMDB, seria nomeado sem a sua anuência.

Mais uma jogada de mestre de José Sarney???

por Jorge Aragão

Causou alvoroço na política do Maranhão o nome de mais um maranhense para comandar um ministério na equipe do Governo Michel Temer (PMDB). O deputado federal Pedro Fernandes (PTB) será o novo ministro do Trabalho, e ao lado de Sarney Filho (PV), no ministério do Meio Ambiente, serão os dois maranhenses na equipe do peemedebista.

Acontece que para muitos, tudo pode não ter passado de uma grande jogada de mestre do ex-presidente da República, José Sarney (PMDB), para trazer de volta Pedro Fernandes e o PTB para o seu grupo político.

Pedro Fernandes e Manoel Ribeiro, “eternos” comandantes do PTB no Maranhão, sempre estiveram ao lado de José Sarney e consequentemente de Roseana Sarney. Entretanto, recentemente Pedro Fernandes optou por apoiar e integrar o Governo Flávio Dino, enquanto Manoel Ribeiro deixou a legenda.

A ida de Pedro Fernandes para o ministério do Trabalho pode até não mudar em nada o panorama político do PTB no Maranhão, mas é muito difícil que essa articulação no governo peemedebista de Temer, indicar mais um maranhense como ministro, não tenha passado pelo crivo de José Sarney.

O raciocínio parece ser lógico. Será que Temer colocaria um maranhense num ministério, principalmente em um tão importante quanto o do Trabalho, que não apoiasse a candidatura de Roseana Sarney, também do PMDB??? Alguém do Maranhão que não fosse aliado de Sarney???

É aguardar e conferir, pois ao que tudo indica, deveremos ter desdobramentos dessa ida de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho. Ou seja, tudo pode mudar, inclusive nada.

Pedro Fernandes deve ser oficializado como novo ministro do Trabalho

por Jorge Aragão

O Maranhão, mesmo que por um curto período, deverá ter dois deputados federais na equipe do presidente Michel Temer. Além de Sarney Filho (PV), que já é o ministro do Meio Ambiente, o deputado federal Pedro Fernandes deverá ser confirmado nas próximas horas como novo ministro do Trabalho.

O atual ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pediu demissão hoje ao presidente Michel Temer, pois irá disputar as eleições do ano que vem.

Para o lugar de Nogueira, o PTB já indicou para Michel Temer o nome do deputado maranhense Pedro Fernandes, que este ano não disputará a reeleição, já que apoiará a candidatura do seu filho a Câmara Federal, o vereador de São Luís, Pedro Lucas.

A saída do ministro será oficializada no Diário Oficial da União do dia 29 de dezembro. Já o Pedro Fernandes deve assumir oficialmente no dia 4 de janeiro, mas já será nomeado na sexta-feira.

O Maranhão ficará com os dois ministros na equipe de Temer por pouco tempo, uma vez que Sarney Filho sairá do cargo nos próximos meses para se dedicar a sua candidatura ao Senado Federal.

O novo FIES com mudanças sugeridas por Pedro Fernandes

por Jorge Aragão

O novo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018 com duas modificações sugeridas pelo deputado Pedro Fernandes (PTB-MA): uma para permitir a inscrição de um número maior de estudantes no programa; outra, para dar maior transparência às ações do financiamento.

Quando a Medida Provisória do Novo Fies (MP 785/17) foi analisada no Congresso Nacional, o parlamentar apresentou as duas emendas, que foram incluídas na lei (13.530/17) sancionada na última quinta-feira (7) pelo presidente Michel Temer.

Fundo Garantidor – A primeira emenda aumentou de R$ 2 bilhões para R$ 3 bilhões os recursos do futuro Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), que ofertará 100 mil vagas por ano, com juros zero, para os estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de três salários mínimos.

Segundo Pedro Fernandes, o aumento dos recursos para o FG-Fies vai potencializar os efeitos positivos da política de inserção social promovida pela educação, porque vai facilitar o acesso dos estudantes de menor renda aos cursos de nível superior.

“Além disso, vai ajudar no desenvolvimento de uma mão de obra qualificada, cada vez mais necessária para o Brasil ter um crescimento sustentável de médio e longo prazos, pois haverá a certeza de retorno dos capitais investidos pelo Fies, uma vez que eventuais perdas serão assumidas exclusivamente pelo FG-Fies”, explica o parlamentar.

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