Apenas coincidência?

por Jorge Aragão

Nesta quarta-feira (03), o jornal O Estadão trouxe a reportagem “Só 3 governadores correm risco de se tornar réus no STJ”, entre esses governadores está o do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Na avaliação da reportagem, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nesta quarta-feira, se mantém a regra que impede governadores de se tornarem réus em ações penais sem autorização prévia da Assembleia Legislativa. Pelo entendimento atual, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) só pode receber uma denúncia contra chefe de Executivo estadual após aval de dois terços dos deputados.

Caso a regra seja mantida, apenas 3 dos 9 governadores alvo de pedido de inquérito com base nas delações da Odebrecht correm algum risco de serem investigados na Lava Jato, pois não têm o apoio necessário de suas bases. São eles Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio, Marcelo Miranda (PMDB), do Tocantins, e Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão.

O Estadão entende que Dino apesar de ter a maioria na Assembleia Legislativa, não possui 66% entre os atuais parlamentares.

O curioso é que também nesta quarta-feira, pela primeira vez no Governo Flávio Dino, um secretário do comunista foi convocado pela Assembleia Legislativa para prestar esclarecimento (reveja).

Entretanto, tudo pode não passar de mera coincidência.

É aguardar e conferir.

Dino descarta Dilma no seu Governo e prefere Ciro Gomes a Lula em 2018

por Jorge Aragão
Brasília - DF, <a href=

prescription 25/02/2015. Presidenta Dilma Rousseff recebe Flávio Dino, stomach Governador do Estado do Maranhão. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.” width=”330″ height=”307″ /> Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

O governador do Maranhão, rx Flávio Dino (PCdoB), parece ter compreendido o “recado das urnas” e agora parece querer manter mesmo uma distância dos ícones do PT no Brasil, o ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Em entrevista ao jornalista Marcelo Moraes, de O Estadão, Flávio Dino abordou diversos assuntos. Apesar de continuar defendendo uma unidade da esquerda brasileira, Dino admite a derrota nas urnas.

“Há uma constatação óbvia de que foi um resultado desfavorável para a esquerda. Acho que isso ocorreu, principalmente, pela crise econômica e pelo desemprego. O grande beneficiário dessa perda de substância eleitoral da esquerda não foi propriamente outro partido e sim a chamada antipolítica. Porque, se você olhar São Paulo, Rio e Belo Horizonte, ganharam três outsiders”, afirmou.

O governador do Maranhão foi ainda mais além, deixou claro que, na sua opinião, Lula já não é mais o melhor caminho para a esquerda e aponta o nome de Ciro Gomes como alternativa para 2018.

“Lula pode até ser candidato. Mas, se for, deve ser de um movimento político mais amplo. Alguém de outro partido poderá ser o candidato dessa nova frente. Ciro Gomes está muito credenciado pela trajetória”, destacou.

Flávio Dino também descartou que tenha feito qualquer convite para que a ex-presidente Dilma Rousseff integrasse sua equipe de governo, como chegou a ser especulado na imprensa nacional.

“É lenda. Nunca houve convite para que fosse secretária no Maranhão”, finalizou.

Pelo visto, Flávio Dino compreendeu bem o “recado das urnas”. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.

Mais uma “bola dividida”, meu caro Flávio Dino ???

por Jorge Aragão

estadaoPelo visto o governador do Maranhão, link Flávio Dino (PCdoB), tem pouco serviço na função que ocupa e parece disposto a encarar mais uma “bola dividida” e que, novamente, pode e deve lhe gerar desgaste político.

Segundo o jornal O Estadão (veja aqui), Dino seguiu de São Luís para Brasília juntamente com o presidente interino da Câmara Federal, Waldir Maranhão (PP), num avião da Força Aérea Brasileira.

De acordo com a reportagem, Waldir Maranhão esteve na capital maranhense para pedir apoio político ao amigo Flávio Dino para permanecer na presidência da Câmara Federal. Coincidência ou não, o governador seguiu para Brasília com o parlamentar.

O problema é que para ter apoio do Governo Federal, Waldir terá que acelerar o projeto de cassação de Cunha na Câmara.

Vale lembrar que Waldir Maranhão, a pedido do amigo governador, mudou seu voto e foi contra a abertura do impeachment de Dilma. O voto de Maranhão surpreendeu ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a quem ele jurou fidelidade.

Segundo O Estadão, a proximidade de ambos é tamanha que Waldir Maranhão deve compor chapa com Flávio Dino na eleição do Senado Federal em 2018, além disso o parlamentar teria assegurada a indicação para o cargo de secretário de Ciência e Tecnologia.

Resta saber se o governador vai mesmo encarar mais uma “bola dividida”.

Levantamento aponta maioria do Senado a favor do impeachment

por Jorge Aragão

senadores

Depois da votação na Câmara Federal, buy onde os deputados decidiram pela abertura do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), check agora o processo seguirá para o Senado Federal que dará o veredicto final e ao que tudo indica deverá culminar com o afastamento da petista.

Pelo menos é o que já aponta o levantamento feito pelo jornal O Estadão. De acordo com o levantamento, search dos 81 senadores, 45 já seriam favoráveis ao impeachment. Os demais estariam contra o impeachment (21), indecisos (06) e/ou não quiserem responder (09).

Os três senadores do Maranhão, baseado no levantamento, podem ajudar Dilma Rousseff na missão quase que impossível de se livrar do impeachment.

Apenas o senador João Alberto (PMDB) já teria se posicionado e seria contra o impeachment, repetindo o voto do seu filho, o deputado federal João Marcelo (PMDB), na Câmara Federal.

Os outros dois senadores não se posicionaram. Edison Lobão (PMDB), que chegou a ser ministro de Dilma Rousseff, estaria indeciso e Roberto Rocha (PSB) não quis responder ao questionamento feito. Clique aqui e veja todo o levantamento.

Depois dos deputados federais, agora serão os senadores os novos protagonistas da política brasileira, pelo menos até o dia 10 de maio, prazo previsto para o julgamento decisivo de Dilma Rousseff.

Até lá é aguardar e conferir.

Impeachment: maioria dos senadores maranhenses está indecisa

por Jorge Aragão

senadoresDepois do levantamento dos deputados federais, ailment o jornal O Estadão fez um levantamento sobre o eventual posicionamento dos senadores brasileiros no caso do impeachment chegar ao Senado Federal.

De acordo com o levantamento feito (ed maioria-do-senado-apoia-afastamento,10000025895″>veja aqui), a maioria dos senadores estariam favoráveis ao impeachment. Nesse momento, dos 81 senadores, 42 seriam favoráveis ao impeachment e 17 contrários. Enquanto que 22 senadores não se posicionaram publicamente.

Dos três senadores maranhenses, dois estão indecisos. Os senadores Edison Lobão (PMDB) – que chegou a ser ministro da presidenta Dilma e Roberto Rocha (PSB), segundo levantamento, se posicionaram como indecisos.

Já o senador João Alberto (PMDB) já se posicionou contrário ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Caso no domingo (17), 342 deputados federais, ou seja 2/3 da Câmara Federal, aprovem o impeachment, o processo seguirá para o Senado Federal. Lá, será criada uma comissão especial com 21 senadores que analisará a questão.

A comissão emitirá um parecer e vai para o Plenário do Senado Federal, onde precisa de maioria simples dos senadores presentes para determinar o afastamento da presidenta Dilma.

Governo Dino volta a ser destaque negativamente na mídia nacional

por Jorge Aragão

estadaoSe o governador Flávio Dino e seus asseclas diziam que o Maranhão estava deixando de ser destaque negativo nacionalmente, pill o que todos sabemos que não era verdade, unhealthy nesta terça-feira (12), sovaldi definitivamente a verdade veio a tona.

O jornal O Estadão repercutiu as declarações dadas pelo presidente do Conselho Diretor da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Wagner Cabral, e pelo advogado Luis Antônio Pedrosa, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, onde ambos afirmaram que o Governo Flávio Dino teria pactuado com criminosos para evitar novas rebeliões no Complexo Penitenciário. Veja abaixo a matéria que está repercutindo em todo o Brasil.

“Para manter a paz (nos presídios maranhenses), o governo se rendeu à lógica dos criminosos”, denuncia o presidente do Conselho Diretor da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), Wagner Cabral. A declaração veio após um posicionamento do também membro da SMDH, o advogado Luís Antônio Pedrosa, que revelou existir “concessões a facções criminosas” para controlar mortes no sistema penitenciário do Maranhão.

Desde 2013, o principal centro de detenção do Maranhão, o Complexo Penitenciário de Pedrinhas – localizado às margens da BR-135, na capital do Estado -, é destaque na mídia nacional e internacional por causa das mortes, fugas e rebeliões ocorridas. O número de assassinatos registrados nos últimos três anos já chega a 70, mas com considerável redução em 2015.

Porém, de acordo com os membros da SMDH, o “controle” do sistema penitenciário está custando um preço alto para a sociedade maranhense. “Ações criminosas, em que facções operam assaltos a ônibus, latrocínios e explosões de banco, estão ocorrendo com maior intensidade”, acusou Pedrosa.

Já Cabral explicou que as duas principais facções criminosas do Maranhão, Bonde dos 40 e Primeiro Comando do Maranhão (PCM), acabam sendo as responsáveis pela divisão da população carcerária das unidades prisionais em acordo com administração penitenciária.

O governo do Estado contestou as declarações e disse que reduziu em mais de 76% o número de mortes no sistema penitenciário em 2015 e que a ordem estabelecida nos presídio é fruto de um “trabalho sério”, além de estar seguindo o que rege a Lei de Execuções Penais (LEP).

Em junho de 2015, SMDH, Ordem dos Advogados do Brasil do Maranhão (OAB-MA), Conectas Direitos Humanos e Justiça Global apontaram em relatório que “a superlotação, práticas abusivas de autoridade, maus-tratos, castigos, desrespeito aos familiares, condições insalubres e indignas continuam presente no cotidiano das unidades”. “Persiste, assim, um conjunto de situações e práticas que degradam a dignidade e violam o direito humano das pessoas privadas de liberdade.”

Em tempo: vale lembrar que o G1 Maranhão também já havia abordado o assunto logo no início do ano. Clique aqui e veja a matéria.