O desabafo da advogada Ludmila Ribeiro da Silva

por Jorge Aragão

A advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, em uma conversa com o presidente do Sindicato dos Advogados do Maranhão, Mozart Baldez, decidiu desabafar sobre o drama que viveu no fim de semana passado.

Ludmila contou detalhes da agressão sofrida pelo empresário e ex-companheiro Lúcio André Silva Soares, irmão do prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, que chegou a ser preso, mas depois, equivocadamente, liberado.

A advogada afirma que o intuito de Lúcio Genésio era lhe matar. Ludmila se diz desapontada com a soltura de seu agressor e quem tem medo de virar uma estatística do feminicídio. Veja abaixo o desabafo.

OAB-MA emite nota de repúdio contra agressão covarde em advogada

por Jorge Aragão

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão vem a público repudiar todo tipo de violência praticada contra as mulheres e se solidarizar com a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva. Ela foi vítima de violência moral e física praticada pelo seu ex-companheiro, Lúcio André Genésio, no último final de semana.

A Seccional Maranhense, assim como tem feito em episódios envolvendo casos de violência contra a mulher e desrespeito aos direitos e princípios fundamentais dos cidadãos e advogados, tem se posicionado, tomado todas as providências cabíveis e acompanhado às investigações e desdobramentos de todos os casos. Neste de violência contra a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, a OAB/MA está vigilante e coloca à disposição da vítima a Comissão da Mulher e da Advogada e também a Comissão de Acompanhamento das Vítimas de Violência para que sejam tomadas todas as providências legais e cabíveis para que o ato violento seja submetido aos preceitos legais.

É imensurável e inaceitável a violência moral e física em que a profissional em advocacia foi submetida. A ação reflete que a sociedade ainda tem muito a caminhar para garantia plena dos direitos das mulheres. A violência contra a mulher está, sim, enraizada na cultura brasileira, que banaliza as agressões e, não raro, atribui a culpa à própria vítima. Uma cultura que o sistema OAB, da qual faz parte a Seccional Maranhense, tem trabalhado para descontruir, e fortalecer o conceito de sororidade, ação fortemente presente no feminismo, sendo definido como um aspecto de dimensão ética, política e prática deste movimento de igualdade entre os gêneros. Do ponto de vista do feminismo, a sororidade consiste no não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal. O sistema OAB se coloca à disposição das instituições de Estado e da Sociedade Civil Organizada, para sermos os mediadores desse grandioso processo de mudanças no país.

Comissão da Mulher e da Advogada da OAB/MA
Comissão de Acompanhamento das Vìtimas de Violência da OAB/MA
Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA
Diretoria da Subseção de Pinheiro

Parabéns a promotora Bianka Rocha e ao juiz Clésio Cunha pelas decisões

por Jorge Aragão

Infelizmente mais um caso de violência doméstica, perfeitamente enquadrado na Lei Maria da Penha, envolvendo pessoas públicas, ganhou notoriedade no fim de semana no Maranhão.

O empresário Lúcio André Silva Soares, irmão do prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, foi preso na noite de sexta-feira (11), após agredir e tentar atropelar a sua ex-esposa, a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva.

Só que apesar da gravidade do caso e do acusado já ter agredido a vítima ano passado, o delegado que estava de plantão, Válber do Socorro Andrade Braga, resolveu arbitrar fiança e Lúcio André, após o pagamento, foi posto novamente em liberdade.

O caso, que foi parar nas redes sociais, chocou a sociedade e o Ministério Público agiu rapidamente. A competente promotora Bianka Sekkef Sallem Rocha solicitou, mesmo no fim de semana, a prisão de Lúcio André.

O pedido foi parar no plantão e coube ao juiz Clesio Cunha tomar uma decisão. Além de pedir a prisão imediata de Lúcio André, o magistrado, também por solicitação do MP, ainda determinou que a Corregedoria da Polícia Civil apure a conduta do delegado Valter Braga por excesso de autoridade policial, já que, segundo a decisão, o delegado “arbitrou fiança fora dos padrões legais”.

Sendo assim, resta ao blog, em nome da sociedade maranhense, parabenizar a promotora Bianka Rocha e o juiz Clésio Cunha, pelas decisões rápidas e acertadas.