O reconhecimento de Lula a Sarney

por Jorge Aragão

Para desespero dos comunistas maranhenses, que querem se apoderar da popularidade do ex-presidente Lula, o petista declarou nesta sexta-feira (25) que é grato a Sarney, demonstrando todo o seu reconhecimento ao ex-presidente da República.

A declaração de Lula aconteceu durante entrevista a rádios no interior de Pernambuco. “Sou grato a Sarney. É importante que se diga. Sou grato a Sarney como presidente do Senado”, declarou o petista.

Lula foi mais longe e fez questão de dizer que mesmo pressionado, não rompeu com Sarney. “Teve um tempo que as pessoas queriam que eu rompesse com Sarney. E eu iria ganhar de presente o Marconi Perillo [PSDB] como presidente do Senado. Eu deixaria de ter um tubarãozinho manso para ter um tubarão louco mordendo até o pé”, afirmou o petista ao ser questionado sobre um eventual encontro com Sarney no Maranhão no início de setembro. Lula cumprirá agenda na capital maranhense entre os dias 05 e 06 de setembro.

Fatalmente essa entrevista, que repercutiu nacionalmente (veja aqui) os comunistas maranhenses não curtiram, mas Lula apenas reconheceu quem efetivamente lhe ajudou quando ele foi presidente da República.

PF conclui que Sarney não cometeu crime de obstrução da Lava Jato

por Jorge Aragão

A Polícia Federal enviou na sexta-feira (22) relatório conclusivo ao Supremo Tribunal Federal da investigação de uma suposta obstrução da Operação Lava Jato pelos políticos do PMDB, José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá.

De acordo com o relatório, de quase 60 páginas, a PF concluiu que não houve nenhum crime de obstrução da Operação Lava Jato pelos peemedebistas. Segundo a PF, que avaliou gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, os políticos não cometeram atos de obstrução da Justiça.

O inquérito foi aberto pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base na delação de Sérgio Machado.

“Não compreendemos existir elementos indiciários de materialidade do crime (…) haja vista que no espectro cognitivo próprio desta sede indiciaria, o conteúdo dos diálogos gravados e a atividade parlamentar dos envolvidos ou no período em comento não nos pareceu configurar as condutas típicas de impedir ou embaraçar as investigações decorrentes da Lava Jato”, diz o texto do relatório.

Agora, o ministro Fachin vai encaminhar o relatório conclusivo da PF à Procuradoria Geral da República. O procurador Rodrigo Janot deverá pedir o arquivamento da denúncia.

“Estou de pijama”, diz José Sarney

por Jorge Aragão

O ex-presidente da República José Sarney foi abordado pelo jornalista Gerson Camarotti (Globo), ao sair da posse do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, na tarde/noite da quarta-feira (31).

Camarotti quis saber se foi realmente José Sarney que articulou a ida de Torquato para o Ministério da Justiça em substituição a Osmar Serraglio, como especulado. Sarney negou e assegurou ao jornalista: “Estou de pijama”. Veja abaixo a rápida entrevista concedida pelo ex-presidente.

Camarotti – Dizem que o senhor foi o padrinho….
Sarney – Não, nada disso! Eu estou de pijama.

Camarotti – Mas dizem que o senhor está articulando muito, ajudando o Temer…
Sarney – Não é verdade. É que vocês são… continuam com grande capacidade de invenção.

Camarotti – Como o senhor avalia a presença do Torquato?
Sarney – Eu conheço o Dr. Torquato há mais de 30 anos. É um homem brilhante e que tem grandes serviços prestados ao direito no Brasil.

Camarotti – Por que a mudança (na Justiça)?
Sarney – Isso eu não sei.

Inegavelmente continua com muita força o ex-presidente José Sarney, para o azar dos adversários que o subestimaram. Clique aqui e veja o vídeo da entrevista.

Encontro entre Sarney e Temer pode ser decisivo

por Jorge Aragão

Apesar de estar sem mandato, o ex-presidente da República, José Sarney, segue sendo um dos políticos mais influentes no Brasil e o encontro que teve com o atual presidente Michel Temer, é mais uma prova inconteste.

Temer esteve, no sábado (27), almoçando com alguns ministros do seu governo que pertencem ao PSDB, mas logo depois recebeu no Palácio do Jaburu a visita de José Sarney.

Durante aproximadamente quatro horas, Temer e Sarney debateram sobre a crise política que o Brasil vai enfrentando, principalmente após as delações dos proprietários e diretores da JBS.

O encontro deve ser decisivo para decisões futuras. Alguns afirmam que Sarney tem aconselhado Temer a não renunciar, mas alguns portais têm dito que Sarney já teria dito a Temer que o melhor caminho seria ele optar por uma “saída negociada”.

A “saída negociada” é a tese que mais segue crescendo, principalmente se Temer tiver mesmo perdido a governabilidade junto ao Congresso Nacional. Sem forças, o melhor caminho para Temer seria tentar comandar a sua sucessão.

É aguardar e conferir.

O jogo da semântica

por Jorge Aragão

Coluna do Sarney*

As palavras, como as pessoas, têm sua vida, nascem, exploram sua juventude e morrem no desaparecimento do uso. Algumas, intencionalmente; outras, em razão mesmo do desgaste. Recordo-me a primeira vez que ouvi a resposta a pergunta que fiz: “Como está nosso amigo comum, Eurico? Ele me respondeu: “Joia.” Eu nunca tinha ouvido essa palavra com esse significado. Depois, foi massificada como expressão de bem-estar.

Outro amigo meu, quando viajei a Nova York e lá comentavam sobre o Brasil, me disse:

– É o país mais legalista do mundo. Quando se pergunta até sobre as pessoas:

– Como vai?

A resposta vem rápido:

– Tá legal.

Isso mostra nosso apreço à lei e a condenação a tudo que está fora dela.

Que grande hipocrisia pensar assim! Tá legal não tem explicação. É tá legal, e se aplica a muitas coisas.

Agora, a moda e a palavra que entraram em circulação foi delação, que passou a ser ofensiva para aqueles juízes que levam o pobre coitado a mostrar uma fraqueza de conduta. O delator hoje é colaborador. A primeira vantagem que ele tem ao delatar é trocar de conceito: de pessoa de conduta ultrajante para pessoa de conduta heroica.

A palavra também é objeto de consumo: consome-se até, como a própria moda, deixar de ser moda. A juventude, esta, tem o seu vocabulário próprio. E eu, outro dia, tomei conhecimento da minha ignorância do vocabulário jovem quando perguntei a um filho meu se gostava de skate, ele me respondeu: “Meu tio, é massa.” Eu, inocentemente, perguntei “Massa de quê?” “É massa, meu tio. O senhor não sabe o que é massa?”

Recordo-me, com saudades, de uma palavra que o velho Nascimento Morais, meu companheiro de redação no jornal O Imparcial e notável figura do jornalismo maranhense, me passou num conselho: quando quiser escrever uma catilinária sobre alguém, comece com a palavra sevandija. Se não tiver sevandija, não é lapada nas costas. Mas ela já desapareceu. E eu mesmo, com saudades dela, tenho receio de empregá-la para não parecer esnobe e querer obrigar a consulta a um dicionário.

Tive um colega na Academia Maranhense de Letras que tomou parte numa discussão levantada pelo professor Mata Roma sobre semântica. Ele levantou-se e recitou os versos de Bilac: “Amai para entendê-las!/ Pois só quem ama pode ter ouvido/ Capaz de ouvir e de entender estrelas.” E concluiu: “Olhe o jogo da semântica.” Nem ele sabia o que era semântica. O velho Mata Roma disse: “Aqui não quero falar mais. Encerro minhas considerações nesse momento.” E ficamos, em nosso cotidiano na Academia, de vez em quando, a olhar para o outro colega e dizer: “Olhe o jogo da semântica.”

Domingos Vieira Filho teve a pachorra de coletar palavras do nosso linguajar. Escreveu um livro excelente A linguagem popular do Maranhão. Nela encontramos algumas expressões que já estão mortas, como, para citar uma erudita, machavelismo, que nada mais é do que a cultura chegando ao povo. Vem de Maquiavel e maquiavelismo. Além das eruditas, há as populares: canto, cruzeta, qualira.

Quero encerrar essas lembranças e brincadeiras com palavras repetindo uma nova expressão, que circula hoje entre os jovens e até entre os velhos: “Tô de boa.”

José Sarney

Sarney de Volta ???

por Jorge Aragão

Apesar do cenário favorável apontado pelo colunista Cláudio Humberto, os mais próximos do ex-presidente Sarney asseguram que ele realmente não pretende voltar a assumir nenhum mandato eletivo.

De qualquer forma, os números expressivos mostram o reconhecimento dos eleitores do Amapá a José Sarney.

O prestígio de José Sarney e Roseana

por Jorge Aragão

roseana

Definitivamente o ano de 2017 não começa muito bem para o governador Flávio Dino. Se já não bastasse os escândalos da sua gestão, como o caso FUNAC, Dino terá que engolir a seco a comprovação, mais uma vez, do prestígio político do ex-presidente José Sarney e da ex-governadora Roseana Sarney.

Enquanto alguns políticos ligados ao governador comunista e secretários de Estado se espremiam para aparecer ao lado do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, José Sarney e Roseana Sarney receberam uma visita de cortesia do ministro na residência do ex-presidente.

O ministro veio ao Maranhão para cumprir agenda de trabalho, como assinar a ordem de serviço e autorizar mais um trecho de duplicação da BR-135 (Itapecuru a Miranda), vistoriar obras de construção no Porto do Itaqui, entre outras.

Entretanto, após cumprir a agenda na capital, Mauricio Quintella fez questão de ir até a residência de José Sarney para lhe visitar, assim como reconhecer o empenho dele e da ex-governadora Roseana Sarney para que essas obras fossem efetivamente feitas no Maranhão.

roseana1“Eu não poderia vir ao Maranhão para vistoriar obras tão importantes e dar ordens de serviços para novos trechos de duplicação da BR-135 e pavimentação da BR-226, sem vir fazer uma visita ao presidente José Sarney e a ex-governadora Roseana Sarney e ao seu grupo político, deputados federais da bancada e senadores. São obras esperadas há décadas e só agora realizadas, e esse grupo político sempre defendeu. A bancada federal garantiu recursos necessários para que essas obras acontecessem efetivamente, e o presidente Temer garantiu prioridade para essas obras”, assegurou o ministro.

Já a ex-governadora Roseana Sarney também ressaltou a importância das obras e agradeceu o reconhecimento do ministro Maurício Quntella.

“Fico muito feliz por receber o ministro Maurício e agradecer a ele pelo empenho na retomada de obras tão importantes para o Maranhão, obras pelas quais lutamos por muitos anos para que elas fossem viabilizadas. Foi muito importante a atuação dos deputados, que se uniram para viabilizar os recursos, e acho que todos nós temos uma parcela de contribuição neste processo. Vamos torcer agora para que esse processo dê certo”,

Também participaram do encontro, além de Roseana e José Sarney, o senador João Alberto (PMDB) e os deputados federais Juscelino Filho (DEM) – coordenador da bancada federal maranhense no Congresso, André Fufuca (PEN) e João Marcelo Souza (PMDB).

Indiscutivelmente, José Sarney e Roseana demonstraram que ainda gozam de prestígio junto a classe política e até mesmo em relação ao Governo Federal, afinal prestigio não se ganha, se conquista, uns têm, outros não.

Bem simples assim.

O Natal do Menino Jesus

por Jorge Aragão

feliznatal

Coluna do Sarney – São Paulo resume a felicidade de ser cristão, quando, na sua segunda Carta a Timóteo, diz: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, e guardei a fé.”

Guardar a fé é o mais difícil de cumprir entre os deveres cristãos. Fugir das vacilações, das tentações do agnosticismo e acreditar até o fim nos fundamentos do cristianismo.

Quem me fez cristão, pregando os seus mandamentos, foi minha mãe. Nunca presenciarei ninguém que tenha tido tanta fé quanto ela, fortificando-a a cada dia, e, coerente com sua vida, sua última palavra foi Jesus. Mas minha mãe não ensinava só o catecismo, mas a base do cristianismo, aqueles mandamentos simples que o Cristo trouxe: “Todos somos filhos de Deus” – e aí está o mistério do Natal; “Amai-vos uns aos outros”, “Perdoai os vossos inimigos” e orai, porque a oração é a ponte do nosso cotidiano com Deus.

A forte lembrança do Natal está associada a minha infância em São Bento. A Missa do Galo e o comando de minha avó, reunindo o rebanho da família. As cantatas de Natal e a Igreja de São Bento com as colunas pintadas, imitando mármore, que para mim eram tão bonitas que cheguei ao exagero de considerá-las iguais às da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Tempos da infância em que se chamava pelo Menino Jesus – que hoje deixou de ser a primeira figura do Natal: Papai Noel tomou o seu lugar e, em vez do incenso a perfumar nossas almas, criou-se o gosto do chocolate.

O Natal é o mistério de um menino: Deus que assumiu a condição humana, para mostrar que não estamos sós na face da terra, que ele está conosco, conhece as vicissitudes de viver e de nascer. Desse nascimento surgem as figuras da mãe, de quem recebemos a graça da vida, e do pai, São José, que aceitou a missão de, mais que pai, ser o companheiro de Maria. Sua presença é silenciosa, talvez a mais silenciosa do Novo Testamento, na sua simplicidade de carpinteiro.

O Natal tem uma palavra chave, amor. O Amor de Deus encarnado nesse menino que teve um destino trágico, pregado na cruz. São João, talvez o mais belo e brilhante dos Evangelistas, diz que “Jesus amou os homens até o fim”. E o padre Vieira pegou este mote para dizer que se colocássemos em Cristo o coração dos homens e nos homens o coração de Cristo, esse transplante de coração iria dar aos homens a plenitude do amor e a Cristo a maldade dos homens.

O Natal é a festa do cristianismo, da Esperança que não deve desaparecer nunca, da alegria de que todos estamos destinados à salvação. O papa Francisco diz, no seu último Angelus, como deve ser a nossa atitude diante do mistério do Natal: “Maria ajuda-nos a colocar-nos em atitude de disponibilidade para receber o Filho de Deus na nossa vida concreta, na nossa própria carne. José estimula-nos a procurar sempre a vontade de Deus e a segui-la com plena confiança. Ambos se deixaram aproximar por Deus.

O Natal é festa do Menino e de sua mãe, da maternidade, da glória de ser mãe e da transmissão da vida que traz a eternidade, pela graça do nascer.

O nosso Natal é o Natal do Menino Jesus e de, em nossa alegria, lembrar o cântico que diz tudo:

“Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos homens de boa vontade.”

“Deixa grande lacuna na política do Maranhão”, diz Sarney sobre Castelo

por Jorge Aragão
jose-sarney

Foto: reprodução do vídeo gravado por Sarney

O ex-senador José Sarney lamentou a morte do deputado federal João Castelo. Em vídeo gravado em sua residência, e divulgado com exclusividade por OEstado.com [assista aqui], o ex-presidente da República afirma que Castelo deuxou uma grande lacuna na política do Maranhão.

O deputaod federal Sarney Filho também lamentou, em vídeo, a morte de Castelo. Ele lembrou que durante o mandato de governador do tucano, ele pertenceu à sua base na Assembleia Legislativa.

Abaixo, a íntegra o depoimento de José Sarney.

A morte do deputado João Castelo deixa uma grande lacuna na política do Maranhão, onde durante 50 anos ele ocupou uma posição de liderança, sendo governador, prefeito de São Luís, deputado federal, senador da República e, ao mesmo tempo, foi responsável por grandes obras e participou ativamente da política do Estado. Nós mandamos à sua família nossos sentimentos de pesares e também a todo o Maranhão pela grande perda que nós acabamos de ter“.