Por 61 votos contra 20, Dilma Rousseff sofre impeachment no Senado

por Jorge Aragão

dilmaindiasemanapassadaComo era esperado, search o plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (31), por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os três senadores maranhenses – Edison Lobão, Roberto Rocha e João Alberto – votaram pelo impeachment de Dilma.

A acusação que levou Dilma Rousseff a sofrer o impeachment foi de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas “pedaladas fiscais” no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional.

Os senadores, num primeiro momento, votaram apenas o impeachment de Dilma Rousseff. Depois votaram sobre a inelegibilidade da petista por oito anos. A votação foi desmembrada a pedido dos senadores aliados de Dilma.

A estratégia dos aliados de Dilma parece ter funcionado bem, pois apesar de ter perdido o cargo, Dilma Rousseff não se tornou inelegível. Na segunda votação, que definia a inelegibilidade da ex-presidente, 42 senadores votaram pela inelegibilidade, mas 36 votaram contra e tivemos três abstenções. Como não atingiu 2/3 dos 81 senadores, Dilma poderá disputar a eleição de 2018.

A ex-presidente será notificada da decisão ainda nesta quarta-feira, bem como o vice-presidente, Michel Temer, também. Temer inclusive deve ser empossado oficialmente como novo presidente da República no fim da tarde de hoje.

Roberto Rocha indica Rosendo Júnior para o Banco do Nordeste

por Jorge Aragão

rochaA coluna Painel da Folha de São Paulo, sovaldi sale ainda na madrugada desta terça-feira (30), já havia confirmado que o senador maranhense pelo PSB, Roberto Rocha seria contemplado com um Diretoria no Banco do Nordeste em troca do voto favorável ao impeachment.

A oferta, segundo a coluna, veio após Roberto Rocha ter sido procurado por Lula para votar contra o impeachment. Para evitar perder o aliado, Michel Temer agiu rapidamente (veja aqui).

Entretanto, alguns ainda tinham dúvidas se a informação era verídica e outros questionaram a postura de Roberto Rocha. O Blog foi buscar a informação e não só confirmou a veracidade do fato, como já adianta o nome do indicado, será Antônio Rosendo Neto Júnior.

Rosendo Júnior integrava a equipe do Governo Flávio Dino, já que era secretário adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, também indicado por Roberto Rocha. A posse de Rosendo Júnior na Diretoria do Banco do Nordeste já acontece na próxima quinta-feira (1º).

Sendo assim, o senador Roberto Rocha, às vésperas do impeachment conseguiu negociar bem e emplacou mais um aliado no Governo Temer.

Quem também comemora a indicação de Rosendo Júnior para o Banco do Nordeste é o deputado estadual César Pires, amigo de infância da cidade de Codó, Pires demonstrou felicidade e aposta num bom trabalho do amigo.

Já para Dilma, é aguardar e sair definitivamente.

Impeachment: senadores maranhenses votam pela aprovação

por Jorge Aragão

seanadores

Na madrugada desta quarta-feira (10), mind o Senado Federal aprovou por 59 votos a 21, após quase 15 horas de sessão, o relatório da Comissão Especial do Impeachment que recomenda que a presidente afastada Dilma Rousseff seja levada a julgamento pela Casa.

Os três senadores do Maranhão – João Alberto, Edison Lobão (ambos do PMDB) e Roberto Rocha (PSB) – votaram favorável ao relatório e pela continuidade do processo de impeachment. Entretanto, apenas o senador Roberto Rocha discursou, os senadores do PMDB optaram em não utilizar a Tribuna.

Com essa decisão, Dilma Rousseff passa à condição de ré no processo, segundo informou a assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento final da presidente afastada está previsto para o fim do mês no plenário do Senado.

Agora, com a conclusão da votação do relatório, após a análise dos destaques, o processo irá a julgamento final no plenário do Senado no fim do mês de agosto e o consequente veredicto final.

Senado Federal confirma o “Tchau, Querida!”

por Jorge Aragão

dilmaindiasemanapassadaDepois de mais de 20 horas de sessão, pilule os senadores brasileiros, como era esperado, decidiram pela admissibilidade do processo de abertura de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), e consequentemente pelo seu imediato afastamento.

No momento da votação, que não durou dois minutos, 78 senadores estavam presentes. A decisão pelo impeachment foi de 55 senadores, outros 22 votaram contra, nenhuma abstenção e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), não votou. Apenas três senadores estavam ausentes no momento da votação – o substituto de Delcídio do Amaral, cassado do mandato na terça-feira (10), que ainda não tomou posse e os peemedebistas Jader Barbalho e Eduardo Braga (por motivos de doença).

A derrota foi maior que o Governo Dilma Rousseff esperava, afinal logo na primeira votação do impeachment no Senado Federal a Oposição já alcançou os 2/3 da Casa, que, num futuro próximo, será necessário para o afastamento definitivo da presidenta brasileira.

Agora a decisão do Senado Federal será oficializada a Dilma Rousseff e a presidenta será afastada durante o período que perdurar o processo, que poderá durar até 180 dias. Com o afastamento da petista, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume a Presidência da República, inclusive a posse deve acontecer ainda hoje.

Os senadores maranhenses votaram divididos. Edison Lobão (PMDB) e Roberto Rocha (PSB) votaram pela abertura do impeachment, já João Alberto (PMDB) votou contrário.

Chegou o dia do “tchau, querida”

por Jorge Aragão

dilmaindiasemanapassadaNesta quarta-feira (11), see a partir das 9h, pharm o Plenário do Senado Federal deverá decidir se abrirá ou não o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).

Na sessão, advice cada senador inscrito, terá cerca de 15 minutos para utilizar a Tribuna e após os pronunciamentos dos senadores, terão direito a falar – por 15 minutos cada um – o relator da Comissão Especial do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), autor do parecer que defende a abertura do processo de impeachment, e o ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pela defesa da presidente.

A votação em si será rápida, pois não serão utilizados os microfones, apenas o painel, ou seja o sistema eletrônico, onde cada senador votará sim, não ou abstém-se de votar.

Para que o relatório seja aprovado é necessário maioria simples dos senadores presentes. Após a aprovação, o processo de impeachment será oficialmente aberto, a presidenta Dilma afastada, assumindo o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e o processo de impeachment no Senado Federal será comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

Ninguém, nem mesmo o Governo Dilma, tem dúvida que o relatório pela admissibilidade do impeachment será aprovado nesta quarta-feira. A dúvida é se a Oposição consegue, já nessa primeira votação, atingir o 2/3 do Senado Federal, ou seja, 54 senadores, que serão necessários para o afastamento definitivo da presidenta Dilma após o processo de impeachment.

A tendência é que sim, mesmo nessa primeira votação mais de 54 senadores devem ser favoráveis ao impeachment, o que será o golpe de misericórdia no Governo Dilma Rousseff.

Os três senadores do Maranhão devem votar divididos, mas com a maioria sendo favorável a abertura do impeachment. Os senadores Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (PMDB) serão favoráveis a admissibilidade do processo, já João Alberto (PMDB), se não mudar de ideia, será contrário ao impeachment.

Para a Oposição, enfim chegou o dia do “tchau querida”.

Renan Calheiros acaba com a “brincadeira” de Waldir Maranhão

por Jorge Aragão

renan

O presidente do Senado, story Renan Calheiros (PMDB-AL), sales comunicou nesta segunda-feira (9) ao plenário da Casa que decidiu dar continuidade à tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff à revelia do ato do presidente em exercício da Câmara, online Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a votação do dia 17 de abril. A decisão foi tomada após consultas ao regimento interno do Senado e conversa com líderes partidários na residência oficial do Senado.

“Nenhuma decisão monocrática pode se sobrepor à decisão colegiada, tanto mais quando essa decisão foi tomada pelo mais relevante colegiado da Casa. Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo […] Por todo o exposto, deixo de conhecer do ofício da Câmara dos Deputados e determino sua juntada aos autos da denúncia com esta decisão”, declarou Renan no plenário do Senado.

Pelo visto a patacoada de Waldir Maranhão, que contou com o apoio do governador Flávio Dino, acabou, mas pior para ele, afinal seu ato inconsequente ainda lhe trará graves consequências.

Basta aguardar e conferir.

Flávio Dino admite que “aconselhou” Waldir Maranhão

por Jorge Aragão

O governador Flávio Dino (PCdoB), view nas redes sociais, cialis admite o que a imprensa nacional estava especulando, que de fato aconselhou o deputado federal e presidente interino da Câmara Federal, Waldir Maranhão (PP).

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Além de ter admitido participação na decisão de Waldir Maranhão, Dino voltou com força total a criticar a eventual abertura processo de impeachment. O governador maranhense deixou claro que apoia a decisão, que virou piada nacional, do presidente interino da Câmara Federal.

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E assim segue Flávio Dino, ganhando destaque na mídia nacional, mas pelo que tem dito e escrito e agora aconselhado, do que propriamente pela sua gestão no Governo do Maranhão.

Waldir Maranhão decide anular votação do impeachment na Câmara

por Jorge Aragão

waldirO sempre traquino e inconsequente deputado federal Waldir Maranhão (PP), sovaldi que responde interinamente pela presidência da Câmara Federal, doctor aprontou mais uma. Nesta segunda-feira (09), ele decidiu a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, ocorrida no dia 17 de abril.

Waldir Maranhão acabou acolhendo um pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Na decisão, ele argumenta “ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão”.

Para Maranhão, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão a favor ou contra o impeachment. Quando há o chamado fechamento de questão, os deputados devem seguir a orientação partidária sob pena de punição, como expulsão da legenda.

“Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente”, destacou o presidente em exercício da Câmara na decisão.

Waldir Maranhão já encaminhou ofício ao Senado Federal solicitando que os autos do processo sejam devolvidos à Câmara Federal.

Resta saber agora o posicionamento do Senado Federal e se a decisão de Waldir Maranhão não é intempestiva e, principalmente, extemporânea.

É aguardar e conferir.

Agora a homenagem é para quem votou a favor do impeachment

por Jorge Aragão

homenagem

Depois da homenagem do governador Flávio Dino e do PCdoB aos oito deputados federais do Maranhão que votaram contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), no rx agora será a vez dos deputados que votaram a favor da saída de Dilma serem homenageados.

Através de um requerimento do deputado estadual Edilázio Júnior (PV), order os dez deputados federais do Maranhão que votaram a favor do impeachment serão homenageados na Assembleia Legislativa.

A homenagem acontecerá na sexta-feira (06), às 19h e será uma resposta ao evento organizado pelo governador Flávio Dino. O CRM (Conselho Regional de Medicina) e o Movimento Vem Pra Rua também estão apoiando a iniciativa.

Zé Carlos volta a se posicionar contra o impeachment de Dilma

por Jorge Aragão

zecarlosO deputado federal Zé Carlos (PT/MA) que, sovaldi sale reconhecidamente, sempre se posicionou de forma contrária às Medidas Provisórias do governo federal e aos projetos de lei apresentados por outros parlamentares, naquilo em que essas propostas atingiam direitos trabalhistas e previdenciários, mostra-se preocupado com o que pode vir a ser uma avalanche de medidas prejudiciais aos mais pobres, à classe média, aos trabalhadores e aos aposentados do país, tomadas por um eventual governo de Michel Temer.

“Espero, sinceramente, que a dupla Michel Temer e Eduardo Cunha não concretize o golpe à democracia em curso. Contudo, se isso acontecer, nenhuma proposta de “ajuste fiscal” que promova redução de direitos ou arrocho contra as classes dos trabalhadores e aposentados, como a que já está sendo defendida pelos articuladores do golpe, contará com o meu apoio na Câmara. Tenho votado contra essas medidas desde o início do meu mandato e continuarei agindo da mesma forma, pois nunca irei concordar com “ajustes fiscais” cujas contas só são suportadas pelos que trabalham e produzem, enquanto banqueiros e especuladores financeiros continuam se beneficiando”, diz Zé Carlos.

O deputado preocupa-se, também, com as propostas de privatização de importantes estatais e com a eliminação do principal legado dos governos Lula e Dilma, que são os programas sociais voltados para os mais desfavorecidos.

“Sabemos que a privatização de empresas como a Caixa Econômica e a Petrobras, além da eliminação de programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o ProUni e o FIES são algumas das medidas visadas pelos grandes empresários que financiam o golpe, principalmente os banqueiros, a pretexto de aumento do superávit primário e do consequente pagamento da dívida pública da qual os próprios banqueiros são os maiores credores. Também lutaremos contra isso”, afirma o parlamentar maranhense.