Um constrangimento desnecessário

por Jorge Aragão

Por Abdon Marinho – ALGUÉM que integre o governo estadual, seja aliado ou simplesmente adulador, desde que possua um mínimo de pudor deve estar constrangido em ver suas maiores autoridades apanhadas numa situação tão vexatória e infantil.

Falo do descabido festejo a um suposto ranking do site G1, da rede globo, colocando o governador Maranhense como o maior cumpridor de promessas feitas em campanhas eleitorais.

A informação não era verdadeira. Os integrantes do governo, seus aliados, militantes e mesmos jornalistas simpáticos a administração comunista sabiam que a informação era furada – se não sabiam, pior, pois revela total falta de compromisso com o que divulgam.

Pois bem, embora soubessem (ou deveriam saber) que o ranking do G1 não correspondia a verdade trataram elevar a última potência a máxima de Rubens Ricupero – segundo a qual deve-se esconder as coisas ruins e ampliar as boas –, e partiram para a “ocupação” das redes sociais, mídias eletrônicas e impressa para difundir a informação de que o senhor Dino seria o governador mais realizador do Brasil.

Não bastasse secretários, aliados ou aduladores, o próprio governador entrou em campo para difundir a patranha. Um vexame. Não se deram o trabalho sequer de examinar o conteúdo do ranking divulgado.

Se tivessem feito um exame, mesmo superficial, teriam percebido era baseado em apenas 37 propostas de campanha e não nas 65 registradas perante a Justiça Eleitoral e que está à disposição de qualquer um no site no Tribunal Superior Eleitoral, na ferramenta “DivulgaCand”.

O equívoco do site, parece, vem sendo cometido desde a primeira versão da “pesquisa”.

Se tivessem examinado com cuidado teriam percebido que o G1 não apenas suprimira mais de um terço da avaliação quanto deixara de fora propostas feitas em programas de rádio e televisão. Um exemplo: o governador prometeu transformar a MA 006 na rodovia de integração do Maranhão. Quem não sabe essa rodovia vai de Apicum-Açu, no norte, a Alto Parnaíba, no extremo sul do estado, algo em torno de 1.251 km.

Desta rodovia, salvo melhor juízo, asfaltaram o trecho entre Pedro do Rosário e Zé Doca. Não tenho conhecimento de quaisquer outras obras na MA no sentido torná-la a rodovia de integração do estado, por onde deveria circular toda nossa riqueza. Se tivesse tempo, e dinheiro, até tentaria sair de Apicum-Açu para tentar chegar a Alto Parnaíba usando a tal rodovia de integração.

Aliás, de obra de infraestrutura constante do ranking do G1, que é o que realmente onera as contas públicas, apenas uma: garantir o abastecimento de água a todos os maranhenses.

Mesmo esta única proposta na infraestrutura não foi cumprida na totalidade. A falta de água é presente em todo o estado, e mesmo capital padece da falta d’água. Comunidades inteiras, em plena capital, são abastecidas em dias, às vezes em intervalos até maiores. Na capital.

O que dizer dos longínquos povoados ou zona rural?

Nem devemos falar em saneamento básico. Este mesmo é que não existe.

Não entendo se por ingenuidade, má-fé ou mesmo pela pura e simples tolice, tenham dado amplitude e tentado faturar politicamente com o ranking fajuto do G1.

Vejam, quando digo que o ranking é fajuto, não o faço no sentido de desmerecer, mas apenas e tão somente, por entender não tem qualquer lógica você comparar situações distintas: propostas diferentes, pesos diferentes, quantidades diferentes e colocar num ranking. Não é razoável.

Um exemplo: um governador que prometeu mais obras estruturantes e menos medidas de fácil solução, certamente este será mais mal avaliado, pois as condições da economia não tem permitido muitas obras assim, ainda que tenha feitos obras importantes e impactantes para seu estado.

O governo do Maranhão foi avaliado em 37 promessas, das quais segundo o ranking cumpriu 22 (que estão sendo questionadas pela oposição, que afirma que promessas como o “promunicípio” apenas, para citar um exemplo, não existe).

As promessas cumpridas, contando com as questionadas e sem considerar as promessas de palanque, como a MA 006, representa, apenas pouco mais de um terço do que foi registrado no TSE.

Como vamos dizer que isso é mais que o realizado pelo governo de São Paulo, que das 68 promessas avaliadas, já cumpriu, integralmente, 34 promessas, ou seja, metade.

Nessa matemática um terço é mais que metade?

Sem contar que são realizações que estão bem distantes da nossa realidade pelos valores e impactos envolvidos.

E vão dizer: não podemos comparar São Paulo com MARANHÃO. É certo.

Assim como não podemos comparar outras situações.

O que quero dizer com isso é que esse ranking é absolutamente arbitrário e que não poderia ter sido levado a sério por pessoas com um mínimo de discernimento. Pareceu-me algo bem próximo de uma tentativa de imbecilização das pessoas.

Por fim, causa-me estranheza que as autoridades maranhenses tenham tentado “faturar” politicamente com algo tão fácil de ser desmoralizado.

Um constrangimento desnecessário.

Abdon Marinho é advogado.

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Veto a Pedro Fernandes: as versões de Joaquim Haickel e Cláudio Humberto

por Jorge Aragão

 

Por Joaquim Haickel – Pedro Fernandes se elegeu vereador de São Luís em 1992, vaga que antes era ocupada por seu irmão, Manoel Ribeiro, que foi inclusive presidente da Câmara Municipal da capital, e naquele momento era deputado estadual, e iniciava ali sua brilhante trajetória política.

Mas essa história remonta mesmo os idos do ano de 1993! Tudo começou quando impuseram aos deputados e à Assembleia Legislativa do Maranhão, durante 10 anos, o nome de Manoel Ribeiro como presidente do legislativo estadual. Uma hora os nossos erros voltam para nos assombrar!

Em 1998, depois de duas eleições consecutivas de Manoel como presidente da ALM, Pedro disputa e ganha um mandato de deputado federal, cargo que ocupará por cinco mandatos sucessivos, até que, sabiamente, passará o bastão para seu filho, Pedro Lucas, em 2019.

Até aí tudo está certo, translúcido e completamente bem explicado e entendido.

Os Ribeiros sempre foram aliados do grupo liderado por José Sarney, mesmo que o mando deste grupo tenha sido exercido por sua filha Roseana nos 14 anos em que ela foi governadora do Maranhão.

Para Roseana era muito cômodo que Manoel Ribeiro controlasse a Assembleia Legislativa e os deputados, para isso deu a ele todo o poder necessário para tanto.

Pedro Fernandes sempre foi reconhecidamente um político mais bem preparado que seu irmão mais velho e logo impôs um estilo próprio. Engenheiro, bem versado e mais culto que o irmão, era tecnicamente mais capaz de assumir tarefas burocráticas. Já Manoel, passado na casca do alho, sempre foi um político mais arguto, mais afeito ao jogo dos bastidores da política. Era indiscutivelmente aquilo que se chama de uma raposa felpuda da política maranhense de seu tempo.

Quatro momentos da trajetória de Pedro Fernandes foram os pontos altos de sua vida pública. Quando se elegeu vereador, foi um excelente vereador. Quando se elegeu Deputado e novamente teve boa atuação. Quando foi indicado secretário de Educação por Roseana Sarney e agora quando teve seu nome indicado para ser ministro do trabalho.

A política é um sacerdócio. Uma ocupação parecida com a dos homens que dedicam sua vida a Deus. Os médicos de antigamente tinham essa mesma característica. Dedicavam-se à sua função de corpo e alma. Na política deve ser assim. Se você não se dedicar integralmente a ela, ela lhe falta. Se bem que para ter sucesso em qualquer setor essa máxima se aplica.

Quando a direção nacional do PTB indicou o nome de Pedro Fernandes para ministro do trabalho, o fez por ver nele um quadro capaz de desenvolver o trabalho de sustentação que o partido precisava para suas políticas. Ocorre que Pedro deveria primeiro fazer o dever de casa e ele não fez!

Aprende-se cedo na política que atitudes falam mais alto que o som de nossa voz. Sabendo da amizade de Zé Sarney com o Presidente Temer, Fernandes tinha obrigação de saber que o presidente da República pelo menos consultaria o ex-presidente, líder inconteste do estado do futuro ministro, sobre o fato de indicar um político de seu estado, sabidamente seu amigo, para um cargo tão importante, ainda mais pelo fato desse amigo estar vinculado a um adversário não só do ex-presidente, mas a alguém que recorrentemente chama Temer de golpista e ilegítimo!

Ora bolas, é ter muito pouca capacidade de entendimento do cenário político! Como é possível querermos que as coisas venham a acontecer como se deseja, trabalhando no sentido contrário!?

Já que Fernandes está agora alinhado a um governador, adversário do homem que vai nomeá-lo, o certo a fazer neste caso, deveria ser, de comum acordo com o governador, estabelecer que o mais importante neste momento seria garantir sua nomeação, coisa que seria bom para todo mundo. Todo mundo mesmo! Não dá para apagar incêndio com gasolina. Numa situação dessas o velho Manoel se sairia muitíssimo bem, já Pedro não é tão bom nisso.

Ao tentar demonstrar uma lealdade subserviente ao governador, Pedro pediu para não ser nomeado Ministro. Lealdade é a maior das qualidades de um político, desde que ela não seja capachilda, desde que ela aconteça de maneira livre e independente, caso contrário é pura dependência, imposição.

Tenho certeza que Zé Sarney não foi consultado pelo PTB ou pelo presidente Temer sobre a indicação de Pedro Fernandes para o ministério. Estive com Sarney no dia da indicação e ele comentou comigo que seria uma coisa muito boa para o Maranhão ter dois ministros novamente, ainda mais sendo Pedro.

Tenho certeza que ele não pegou o telefone para vetar o nome de Fernandes. O que ocorreu é que as declarações atabalhoadas de Pedro e as repercussões delas, muitas de forma bastante maldosa, aproveitando-se da inabilidade do deputado neste caso, fizeram não só Temer, mas o próprio PTB nacional repensar a indicação. Dar um ministro para um adversário, em meio a uma batalha política como a das reformas e a condução do país em meio a toda essa crise, é uma temeridade.

Pedro deveria ter ficado calado, consolidado seu nome e esperado ser nomeado. Não precisava trair Flávio Dino, só não podia ser subserviente a ele. Este fato prejudicou inclusive o próprio governador do Maranhão, que acabou não tendo um ministro ligado a si!

Depois do caldo derramado resolveram fazer o que os políticos fazem toda vez que não têm coragem de reconhecer seus erros: “Isso é coisa do Sarney!”

Não meto a minha mão no fogo por Zé Sarney, exatamente por saber que ele é o maior e o melhor político, mesmo sem mandato eletivo, ainda em plena atividade no Brasil, mas posso garantir que a maioria das coisas que as pessoas atribuem a ele, é obra da incapacidade das próprias pessoas de fazerem o que devem ou pelo fato de terem feito o que não deveriam.

Com perdão da má comparação, acontece em relação a Sarney a mesma coisa que acontece em relação a Deus e ao Diabo. Grande parte dos milagres creditados a Deus e dos flagelos debitados ao Diabo, ocorrem por obra e graça da nossa incapacidade de fazer o que deveríamos.

PS1: Depois de reler e revisar o texto acima, cheguei a conclusão que não vai adiantar que se diga e até mesmo que se prove que Sarney não vetou o nome de Pedro Fernandes, pois muitas pessoas não vão acreditar nisso. Porém uma coisa é certa, se Pedro Fernandes tivesse agido de outra maneira, da forma politicamente correta, uma hora dessas, ele seria ministro do trabalho.

PS2: Já imaginaram se o PTB nacional, comandado por Roberto Jeferson, que detesta Flávio Dino e o PC do B, obrigasse o partido no Maranhão a não se coligar com o governador!? Pedro Fernandes estaria no mato sem cachorro, pois a uma altura dessas o grupo Sarney não o receberia de volta!

PS3: A sobrevivência política de Pedro Fernandes e a eleição de seu filho, o promissor Pedro Lucas, independe de sua vinculação com esse ou aquele grupo político, comandado por este ou aquele cacique, seja ele detentor efetivo do poder formal ou não.

PS4: Acabei de lembrar do que minha mãe me dizia, quando eu era ainda bem pequeno: “Dizes com quem andas, que te direi quem és”.

 

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Restabelecendo a verdade dos fatos

por Jorge Aragão

De O Estado – O governador Flávio Dino (PCdoB) e seus principais aliados na imprensa escamoteiam Informações e disseminam nas redes para dar a falsa impressão de que um levantamento do G1, divulgado nesta semana, teria atestado o cumprimento de 92% das promessas de campanha feitas em 2014.

De acordo com o levantamento do portal de notícias nacional, de 37 itens avaliados, o governo já cumpriu totalmente 22 propostas. Outras 12 foram apenas em parte cumpridas e três não foram cumpridas.

“Site de notícias G1 reforça a prestação de contas diária que faço aqui. Com o trabalho disciplinado da nossa equipe, já cumprimos 92% do nosso programa de governo, melhor percentual nacional. E temos muito mais a fazer no futuro, com um novo programa”, apressou-se em comemorar, no Twitter e Facebook, o governador.

O que ele não disse, contudo, é que seu programa de governo, registrado em cartório e entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, no dia 3 de julho de 2014, contém 65 propostas, não apenas 37.

O número exato foi informado pela própria mídia comunista naquela ocasião, com destaque para publicação no Portal Vermelho, site de notícias vinculado ao PCdoB.

“Programa de Governo, registrado […] no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pela Coligação Todos pelo Maranhão, tem 65 pontos bastante claros e objetivos. Eles fazem parte das Propostas para um Maranhão com Desenvolvimento e Justiça Social”, dizia a publicação do site.

Na mesma ocasião, o próprio Flávio Dino comentou a entrega do plano de governo. E também fez questão de pontuar o número de promessas registradas.

“Destaco a mobilização intensa da sociedade em torno das propostas que nós apresentamos. São 65 propostas capazes de impulsionar o novo ciclo de desenvolvimento e justiça social para todos os maranhenses”, disse o agora governador.

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Hilton Gonçalo faz balanço de primeiro ano de gestão em Santa Rita

por Jorge Aragão

A Prefeitura de Santa Rita sob comando de Hilton Gonçalo desenvolveu ao longo do ano de 2017, um plano estratégico cujo foco era solucionar os problemas encontrados no município de forma imediata em várias áreas.

Depois de concluído o ano, Hilton Gonçalo fez um abalanço por área de suas ações. Deixando evidente a sua transformação em Santa Rita.

SAÚDE – Logo no mês de Janeiro, o prefeito Hilton Gonçalo assinou a ordem de serviços para a reforma do hospital Maria Helena Freire. Os serviços foram importantes principalmente para a reabertura do centro cirúrgico fechado pela vigilância sanitária em 2016. O hospital também recebeu novos equipamentos que facilitaram os atendimentos, principalmente as emergências cardiológicas, assim como para realização de exames laboratoriais. Ainda na aérea da saúde, foram iniciados também os serviços de reforma e reativação das UBS’s dos povoados com prestação de vários serviços de atendimento básico.

INFRAESTRUTURA – Pavimentação asfáltica: Uma das principais marcas da infraestrutura no ano de 2017 foi a conclusão dos serviços da rua do Sol, obra importante que durante anos era esperada pela população. A pavimentação asfáltica também se estendeu até os povoados, como é o caso da estrada do Cai Coco e o asfalto do povoado Nova Vida.

Perfuração de poços: Com a intenção de resolver o problema de abastecimento de água no município, a prefeitura perfurou 13 poços em diferentes pontos da cidade.

Pavimentação com bloquetes: Foram mais de 7 km de calçamento em vários lugares do município, ruas importantes da sede e dos povoados do município passaram a oferecer mais mobilidade.

EDUCAÇÃO – Uma das propostas de governo do prefeito Dr Hilton Gonçalo para a educação era a implantação da escola militar, que hoje, é uma realidade no município de Santa Rita. O programa Avança, em execução com um perfil híbrido, segue sob gestão financeira do município. Vale destacar que junto a prefeitura conta com mais quatro escolas em fase de construção, o que suprirá mais uma necessidade, uma vez que o município pela primeira vez bate o recorde de menor índice de evasão escolar.

AGRICULTURA – A Secretaria hoje representa um papel importante para a economia local, a agricultura familiar, hoje fornece para as escolas através do PNAE, e para o hospital, isso se dá devido um conjunto de ações gerenciadas pela secretaria de agricultura.

IGUALDADE RACIAL – A Secretaria de Igualdade Racial iniciou a certificação de mais 6 comunidades quilombolas do município, são quilombos ainda não reconhecidos pelo ministério da cultura, e que agora têm sua história conhecida e seu valor reconhecido.

EMPREGO E RENDA – O prefeito Dr Hilton Gonçalo, através da Secretaria Municipal de Emprego e renda, reativou o projeto Banco do Povo, um importante programa que incentiva centenas de pessoas através do empreendedorismo. Foi também através da Secretaria de Emprego e renda que a prefeitura iniciou o programa municipal de estágio.

DESENVOLVIMENTO SOCIAL – Programas importantes foram viabilizados através da SEMDES, dentre eles o programa dos primeiros mil dias de vida, a reimplantação do programa do leite, com distribuição semanal de 600 litros de leite, o Serviço de Convivência na sede e nos povoados, a inauguração do CRAS do povoado Veneza, a inauguração da Casa do Cidadão, a inauguração do prédio do CREAS e muitos outros.

CULTURA – A coordenação de Cultura do município realizou o melhor São João da região em 2017. Após o hiato de um ano, a prefeitura resgatou uma parte linda da nossa cultura.

HABITAÇÃO – O carro-chefe da administração do prefeito Hilton Gonçalo é sem dúvida a habitação, foram mais de 300 residências construídas através do programa municipal de habitação (Nossa Casa). Um projeto desenvolvido com recursos próprios do município e que vem fazendo muita diferença na vida de nossos munícipes.

Inúmeras outras ações foram desenvolvidas, e mesmo depois de um significativo crescimento demográfico, grandes obras, pequenas obras e projetos foram implantados e concluídos. A despeito da crise que assola o país, a prefeitura finalizou o ano de 2017 com um ótimo retrospecto, e iniciaremos o ano de 2018 com um planejamento que visa ampliar ainda mais as ações em benefício da população.

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“Mais de 11 mil veículos já foram leiloados por Dino”, afirma deputado

por Jorge Aragão

Contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe que os órgãos de trânsito reboquem e apreendam veículos que estiverem com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), já leiloou 11.414 veículos, de acordo com editais de notificação emitidos pelo Departamento Estadual de Trânsito através da Comissão de Leilão. Foi essa a realidade que o deputado estadual Wellington do Curso (PP) mencionou ao abordar o Projeto de Lei 99/2017, de sua autoria, que regulamenta essa proibição no âmbito estadual.

Ao fazer a defesa do PL que está em tramitação na Assembleia, Wellington destacou que pelo fato de o IPVA se tratar de um tributo, não pode ser cobrado de forma coercitiva.

“Enquanto o Supremo Tribunal Federal deixa claro seu posicionamento firme quanto à ilegalidade da apreensão de veículos, o governador Flávio Dino insiste em apreender os veículos de maranhenses. Mais de 11 mil veículos já foram leiloados por Flávio Dino. Essa realidade não se limita à capital maranhense, mas se estende aos outros municípios do Maranhão, a exemplo de Imperatriz, Pedreiras, Barra do Corda, Presidente Dutra, São João dos Patos, entre outros. Se foram leiloados, significa que o número de veículos deve ultrapassar os 15 mil, já que há aqueles que conseguiram recuperar o veículo. Algo inconstitucional, já que a nossa Constituição Federal proíbe o efeito de confisco. Não se incentiva aqui os inadimplentes, até porque há meios alternativos de sanção”, disse Wellington.

Em 2015, 3.211 foram leiloados; em 2016, o número cresceu para 3.411. Em 2017, o número subiu para 4.792. Ao total, em apenas 3 anos, Flávio Dino já levou a leilão 11.414 veículos de maranhenses.

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SINPOL denuncia precariedade das delegacias do Sul do Maranhão

por Jorge Aragão

Através da sua página, o SINPOL – Sindicato dos Policiais Civis – denunciou a precariedade das delegacias do Sul do Maranhão, principalmente a Delegacia da Mulher de Imperatriz. Os policiais também aproveitaram para demonstrar e reafirmar que são alvos de perseguição, caso “ousem” denunciar a triste realidade das delegacias. Veja abaixo as fotos e o desabafo da categoria.

Ano novo, problemas velhos. As delegacias de polícia pública no interior do Estado continuam insalubres e deterioradas. Alguns problemas são comuns em todos os imóveis, como péssimas condições estruturais, com paredes rachadas e tetos cedendo, falta de alojamentos adequados de trabalho, entre outras carências materiais.

Na Delegacia da Mulher de Imperatriz (DEM), por exemplo, as fotos denunciam a precariedade do teto da unidade policial. Parte do forro do cartório está caindo. Sujo, com mofo nas paredes e fezes de gato. Mesmo o prédio estando em condição inabitável, a ordem da SSP é usar parte da frente da delegacia.

Os relatos são preocupantes. Os servidores não podem usar as redes sociais para denunciar que as delegacias funcionam à base do improviso. “Isso acarreta em transferência para outra cidade”, dispara um policial civil.

Em 2017, a direção do Sinpol/MA encontrou situações em que policiais civis faziam cota para comprar botijão de gás, além de delegacia incendiada, delegacias afetadas com a suspensão de serviços de internet, delegacias com ordem de despejo, com corte de luz e de energia.

Em 2018, o Sinpol/MA continuará cumprindo o dever de mostrar a realidade do sistema de segurança pública do Maranhão.

E assim segue o Governo Flávio Dino, entrando no seu último ano de mandato e buscando a reeleição.

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Othelino assume oficialmente presidência da AL, nesta quinta-feira

por Jorge Aragão

Nesta quinta-feira (04), às 10h, a Assembleia Legislativa do Maranhão realizará um procedimento administrativo para oficializar a condução do deputado Othelino Neto (PCdoB) ao cargo de presidente da Casa. Com a morte do deputado Humberto Coutinho (PDT), o cargo de presidente abre vacância e será ocupado, de forma definitiva, por ordem de sucessão natural, pelo 1º Vice-Presidente. Em tempo, o procedimento será realizado em caráter administrativo em razão de a Assembleia estar em período de luto oficial.

De acordo com o regimento interno, em seu artigo décimo, declarado vago o cargo na Mesa Diretora, a sucessão dar-se-á da seguinte forma: “I – Para o cargo de Presidente pelo 1º Vice-Presidente e para este e os demais obedecidos na ordem de sua sequência, realizando-se a eleição para os que restarem vagos, no prazo de até cinco sessões ordinárias, obedecidas as regras do Art. 8 deste Regimento Interno; II – Para o cargo de Secretário, aplica-se a regra de sucessão prevista no inciso anterior, no prazo de até cinco sessões, nos termos do Art. 8 do Regimento Interno”.

Com o remanejamento dos cargos, a composição da Mesa será feita da seguinte forma: Fábio Macedo (PDT) – primeiro vice-presidente; Josimar de Maranhãozinho (PR) – segundo vice-presidente; Adriano Sarney (PV) – terceiro vice-presidente; Ricardo Rios (PEN) – primeiro secretário; Stênio Rezende (DEM) – segundo secretário; Zé Inácio (PT) – terceiro secretário; e Nina Melo (PMDB) – quarta secretária. O cargo de quarto vice-presidente ficará vago, aguardando nova eleição que deverá ocorrer no prazo de até cinco sessões ordinárias.

SUPLÊNCIA – Além de influenciar diretamente na alteração da composição da Mesa Diretora, o falecimento do deputado Humberto Coutinho também altera a suplência de deputado estadual.

O deputado Rafael Leitoa (PDT), primeiro suplente na chapa que elegeu o deputado Humberto, será efetivado na função, assumindo de forma definitiva o cargo.

O segundo suplente, Fernando Furtado (PCdoB), também tomará posse como deputado estadual na vaga do deputado licenciado Neto Evangelista (PSDB), já que é o primeiro na ordem de sucessão, após Rafael Leitoa.

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O apaixonado e incoerente Flávio Dino

por Jorge Aragão

A segunda observação importante que o Blog do Jorge Aragão faz ainda sobre a não ida do deputado federal maranhense Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho e a postura do apaixonado e, como sempre, incoerente governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Mesmo de férias, Carlos Brandão é o governador do Maranhão até o dia 10 de janeiro, Flávio Dino, que se omite de responder a críticas e questionamentos pertinentes, pela paixão incondicional que possui pelo sobrenome Sarney, não deixaria de dar pitaco na polêmica.

Nas redes sociais, o comunista criticou Sarney por supostamente ter vetado o nome de um maranhense para o ministério do Governo Temer. Veja abaixo.

Dois detalhes sobre a tola postagem: Flávio Dino esqueceu de mencionar que Sarney ao negar tal veto, lembrou que não vetou o comunista para assumir a Embratur, ligada ao Ministério do Turismo, comandada pelo maranhense Gastão Vieira, à época aliado incondicional de José Sarney.

O segundo detalhe e mais sórdido foi novamente a incoerência do comunista. O que Flávio Dino fez nas redes sociais foi dar chilique pelo fato de Sarney ter vetado um aliado seu para o Governo Michel Temer, um governo que o comunista considera ilegítimo e da pior qualidade.

Ou seja, por um raciocínio normal, de alguém equilibrado, Flávio Dino não deveria era agradecer a Sarney por ter evitado que um aliado seu participasse de uma gestão que ele abomina???

Só que ao invés de agradecer Sarney de ter livrado Pedro Fernandes desse tipo de gestão, o comunista preferiu demonstrar, mais uma vez, sua paixão e sua incoerência nas redes sociais, reclamando pelo fato de um aliado seu ter sido supostamente vetado de um governo que ele diz ser golpista.

Definitivamente paixão quando não endoida, cega.

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O PTB quer mesmo essa aliança com o PCdoB no Maranhão???

por Jorge Aragão

Ainda repercute a não ida do deputado federal maranhense Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho. O parlamentar atribuiu o veto ao ex-presidente José Sarney (PMDB), pois causaria embaraço a ele, pelo fato de que o PTB apoia a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Apesar da afirmativa de Pedro Fernandes, Sarney negou tenha sido consultado, quanto mais vetado.

Entretanto, pulando essa parte que todos já conhecem. Duas situações acabam chamando atenção no episódio. O primeiro é a postura do PTB, que no fim da semana passada indicou Pedro Fernandes e agora aceita naturalmente a negativa do presidente Michel Temer (PMDB).

Se o PTB tinha tanta convicção de que Pedro Fernandes seria o melhor nome, o correto não seria brigar um pouco mais pela indicação??? Será que Temer, desgastado como está, teria mesmo coragem de correr o risco de perder mais um partido nesse momento da atual conjuntura política???

O certo é que Pedro Fernandes não será mais o ministro e o PTB segue apoiando o Governo Flávio Dino. Só que tem causado estranheza a postura do próprio presidente Nacional do parido, Roberto Jefferson. Veja abaixo o que ele postou recentemente nas redes sociais.

 

Será que Roberto Jefferson permitirá mesmo essa aliança com o PCdoB no Maranhão???

É aguardar e conferir.

Já a segunda situação, e ainda mais interessante, virá na próxima postagem.

Leia ainda: Roberto Jefferson diz que Pedro Fernandes errou ao não conversar com Sarney

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Outro projeto

por Jorge Aragão

Cada vez que fala sobre seu projeto eleitoral para 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) mostra, mais claramente, pouco interesse nas pré-candidaturas de senador dos deputados federais José Reinaldo Tavares (PSB), Waldir Maranhão (Avante) e Eliziane Gama (PPS).

Em uma de suas últimas falas, o comunista chegou mesmo a dizer que cabe a eles se viabilizarem eleitoralmente, além de convencer, eles próprios, seus adversários a apoiá-los.

Dino dá cada vez mais sinais de que seu interesse é outro projeto senatorial em seu grupo. Desde novembro, ele declarou publicamente o apoio ao também deputado federal Weverton Rocha (PDT). A mídia alinhada ao Palácio dos Leões chegou a anunciar que o comunista faria o mesmo em relação ao ex-governador José Reinaldo, o que foi desmentido esta semana.

Pelo que se depreende dos seus próprios movimentos, Flávio Dino não pretende ter nem José Reinaldo, muito menos Waldir Maranhão e Eliziane Gama como outro de seus candidatos a senador. Se pretendesse, já teria anunciado algum deles, a exemplo do que fez com Weverton Rocha.

Mesmo por que, se depender de viabilização política, José Reinaldo já demonstrou apoio da maioria dos prefeitos; e se o critério for viabilização eleitoral, Eliziane ocupa o primeiro lugar entre os candidatos de sua base. Mas o comunista pretende tirar alguém do colete para a disputa. Fala-se nos bastidores no nome do deputado Bira do Pindaré (PSB), um dos seus aliados mais próximos; ou mesmo alguém de fora da política, mais alinhado ao setor jurídico, de onde o próprio Dino é oriundo.

O governador estabeleceu o mês de março para tomar a decisão.

Estado Maior

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