A decisão é de Flávio Dino…

por Jorge Aragão

 

A ida de José Reinaldo (PSB) para o governo João Castelo (PSDB), onde assumirá a secretaria de Governo nesta quinta-feira (24), pode ser mais um tiro no pé do prefeito de São Luís.

Afinal o que pode agregar um político ultrapassado, desgastado e traidor como José Reinaldo para Castelo. Dizer que a ida do ex-governador prejudica o projeto do grupo dito de Oposição, não considero verdade, afinal quando foi que o ex-governador esteve nesse grupo? Muito ao contrário, sempre trabalhou contra, nos bastidores é verdade, mas agora teve a coragem de assumir.

No currículo político de José Reinaldo é apenas mais uma traição, mas a sua ida para o governo Castelo, também tem interesses pessoais. O ex-governador é lobista no Ministério dos Transportes, pasta que comandou nos anos 80. Tavares é consultor da Bandeirantes, empresa que presta serviços ao ministério. Não esqueçam esse nome, Bandeirantes. Ainda deveremos ouvir falar muito dessa empresa.

No entanto, a ida pode ser um equívoco tremendo, pelo menos do ponto de vista político, já que mais do que nunca, essa movimentação irá obrigar Flávio Dino (PCdoB) a se posicionar sobre as eleições municipais.

A decisão agora é de Flávio Dino, não tem mais como ficar neutro, terá obrigatoriamente que ter um candidato. Se seguir com José Reinaldo, Dino estará optando pelo atraso e jogando no lixo todo um discurso do novo, apresentado até agora.

Se romper com o ex-governador, Flávio Dino mata vários coelhos com uma única cajadada. Mantém o discurso, derrota Castelo, se livra de uma vez de José Reinaldo, que foi uma pedra para ele nas eleições de 2010, e segue forte para 2014.

A decisão agora, é de Flávio Dino.

Afinal, o que deseja Flávio Dino?

por Jorge Aragão

Definitivamente ninguém sabe o que deseja e principalmente o que planeja o presidente da EMBRATUR, remedy Flávio Dino, site com relação as eleições de 2012 na capital maranhense.

Nesta terça-feira (15), salve Flávio Dino através das redes sociais deixou seus seguidores ainda mais confusos. Num primeiro momento, tentando afastar a possibilidade de neutralidade nas eleições em São Luís (tese que cresceu muito nos últimos dias), Dino afirmou: “Apoiaremos um candidato e um programa de mudanças, democrático e popular. Temos coerecia e, como sempre, enfrentaremos as oligarquias”.

Logo depois Dino volta diretamente para o jogo sucessório quando lembra “…meu prazo de desincompatibilização finda só no começo de junho…”. Para quem de fato não é candidato, não deveria haver necessidade de preocupação com a desincompatibilização.

Na realidade Dino não quer mesmo ser candidato e sonha ser governador já em 2015, mas o problema é que as eleições de 2014 passam pelas eleições deste ano e a estratégia inicial da Oposição parece ter naufragado.

Com todos os pré-candidatos da Oposição se viabilizando e insistindo nas candidaturas, Dino sabe que corre o risco de perder a eleição em São Luís, pois a proliferação de candidaturas irá fazer com que aumentem as chances de João Castelo (PSDB) e Washington Oliveira (PT).

Caso Dino não consiga o consenso para uma candidatura única, ele viria para o “sacrifício” e seria candidato a prefeito, mas escolhendo a dedo um vice, pois será candidato de qualquer maneira em 2014.

Ricardo Murad prevê candidatura de Flávio Dino

por Jorge Aragão

O deputado estadual e secretário de Saúde do Maranhão, online Ricardo Murad (PMDB) previu em seu facebook que o presidente da EMBRATUR, medicine Flávio Dino (PCdoB) será candidato a prefeito de São Luís.

A tese levantada por Ricardo Murad é que os pré-candidatos do grupo dito de Oposição (PSB, PP, PTC e PSDB), não estariam bem nas pesquisas eleitorais e por conta disso Flávio Dino teria repensado e decidido que disputará as eleições 2012.

Ricardo Murad ainda assegura que a disputa eleitoral para a prefeitura da capital maranhense será entre João Castelo, Washington Oliveira e Flávio Dino. Ou seja, Murad está otimista com relação às prévias do PT no próximo domingo (15), entre o vice-governador Washington e o deputado estadual Bira do Pindaré.

“As recentes declarações de Tadeu Palácio, Eliziane Gama, Roberto Rocha e Edvaldo Jr reafirmando suas candidaturas a prefeito preparam terreno para o anúncio da candidatura de Flávio Dino. Nenhum deles conseguiu até agora números significativos nas pesquisas eleitorais que monitoram o desempenho das pré-candidaturas.” Postou no facebook Ricardo Murad.

Uma decisão pessoal em detrimento do partido e da cidade

por Jorge Aragão

Flávio Dino de fato não será candidato a prefeito de São Luís e mesmo a contragosto, stuff até o PCdoB já admite. Na página do partido o presidente da legenda, treat Renato Rabelo, destaca candidatura em apenas nove capitais e exclui a capital maranhense.

No entanto, o PCdoB apenas admite o que todos já sabiam. É verdade que falta oficialmente Dino falar sobre o assunto e isso deve acontecer ainda nesse mês de abril, mas a decisão não foi tomada agora, ela apenas será anunciada, pois a decisão de Flávio Dino já está tomada há muito tempo.

Dino quer ser o governador do Maranhão em 2015 e tem plena consciência que uma candidatura e uma eleição em 2012 para a prefeitura de São Luís, lhe tirariam essa chance.

A decisão é pessoal e vai de encontro ao anseio de São Luís, que como publicou o próprio PCdoB em seu site oficial, Dino teria chances inclusive de vencer a eleição municipal deste ano no 1º turno.

A decisão de Dino também não agradou ao PCdoB, que entende que a opção de trocar o quase certo pelo duvidoso, não é o melhor caminho para a legenda que precisa crescer em todo o Brasil e comandar uma capital brasileira seria fundamental para isso.

A candidatura de Washington Oliveira (PT) e a tragédia que infelizmente abateu sua vida, apenas colaboraram para ratificar uma posição já tomada.

Mas o projeto pessoal de Dino, que obrigatoriamente virou um projeto do “novo” grupo político, está acima de São Luís e acima do PCdoB. Pelo menos, assim pensa Flávio Dino.

Na teoria o discurso tá perfeito, quero ver na prática

por Jorge Aragão

O jornalista Roberto Fernandes, durante essa semana, no Ponto Final da Rádio Mirante AM, fez uma série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeito de São Luís do grupo chamado de Oposição.

O grupo contém cinco partidos – PPS, PP, PTC, PSB e PCdoB – e mesmo tendo membros de alto escalão na gestão municipal, prega a Oposição ao governo Roseana Sarney (PMDB) e ao governo João Castelo (PSDB).

Cada um desses partidos tem um pré-candidato, com exceção do PCdoB, já que o presidente da EMBRATUR, Flávio Dino, não será realmente candidato, e aí é que inicia o problema, pois Dino é o único nome capaz de unir todos os demais em torno de uma única candidatura.

Roberto Fernandes ouviu três dos quatro pré-candidatos – Roberto Rocha (PSB), Tadeu Palácio (PP) e Eliziane Gama (PPS) – só não ouviu o deputado federal Edivaldo Holanda Júnior (PTC) que escolheu o silêncio como estratégia.

Todos os ouvidos foram unânimes em afirmar que o ideal é um único nome desse grupo para disputar a eleição de São Luís.

Isso é óbvio e na teoria é perfeito, mas na prática não vai funcionar.

Afinal quem vai abrir mão de sua pré-candidatura?

Seria Tadeu Palácio, que deixou o grupo da governadora Roseana Sarney e a secretaria de Turismo do Maranhão por não ter sido o escolhido do PMDB para ser pré-candidato? Se Palácio abriu mão de uma secretaria para ser candidato, agora abrirá mão dessa mesma candidatura em prol de unidade de um grupo que ele acabou de conhecer?

Seria Roberto Rocha, que saiu do PSDB e foi para o PSB com a garantia de uma candidatura e com a necessidade de colocar seu nome novamente no jogo político e sair do ostracismo que se encontra?

Seria Eliziane Gama, que trava uma briga interna no seu partido que está cheio de penduricalhos na gestão Castelo? A deputada abriria mão de manter seu nome em foco na capital maranhense, depois de ter sido a deputada estadual mais votada em São Luís?

Seria Edivaldo Junior, que tem a preferência de Flávio Dino e até agora não disse nada e da mesma forma que Eliziane quer manter seu nome em foco na capital maranhense, depois de ter sido o deputado federal mais votada em São Luís?

Sendo assim, o Blog reitera o seu pensamento, unidade de todo esse grupo, somente em torno de Flávio Dino, como Dino não será candidato, união apenas num eventual segundo turno.

Mas reconheço, o discurso na teoria foi bom, mas na prática…

Uma unidade cada vez mais difícil

por Jorge Aragão

A cada dia fica evidenciado que a tão propagada união entre os cinco partidos que se dizem Oposição ao governo do Maranhão e a prefeitura de São Luís – PPS, PP, PSB, PTC e PCdoB – está mais difícil de ser concretizada.

A confirmação do deputado federal Edivaldo Holanda Junior (PTC) que o partido terá candidato a prefeitura de São Luís é apenas mais uma constatação de que essa união não sairá do papel.

A deputada estadual Eliziane Gama pelo PPS e o ex-deputado federal Roberto Rocha pelo PSB devem seguir a orientação das respectivas direções nacionais de suas legendas e disputarem a prefeitura da capital maranhense.

O ex-prefeito Tadeu Palácio ao deixar a secretaria de Turismo do Maranhão, deu um passo irreversível para a sua candidatura a prefeito de São Luís, isso independente de ser o candidato de consenso ou não desse grupo de Oposição.

O curioso é que o principal nome da Oposição maranhense e líder das pesquisas, com chances inclusive de vencer a eleição no primeiro turno, o presidente da EMBRATUR Flávio Dino (PCdoB), tem deixado claro que disputa eleitoral só em 2014.

Como Dino seria o nome de consenso desse grupo, a sua saída direta da disputa fez com que se proliferasse o número de candidatos e praticamente torna-se inviável uma união em torno de um único nome.

O atual cenário favorece ao prefeito João Castelo, que desta forma confirma seu passaporte para o segundo turno e ao vice-governador Washington Oliveira, que se confirmar dentro do PT a sua candidatura, terá chances reais de chegar ao turno decisivo das eleições 2012.

A política vai ter que esperar…

por Jorge Aragão

Blog do Marco Aurélio D’Eça

Se insistiam em uma decisão rápida para a formação da chapa que disputaria a eleição em São Luís, os aliados do ex-deputado Flávio Dino (PCdoB) vão ter que esperar.

A tragédia familiar que se abateu sobre Dino pode ter sido o ponto definitivo para sua desistência da disputa pela prefeitura.

Abalado pela morte do filho, o ex-parlamentar precisará de algum tempo – meses até – para retomar o eixo da vida e seguir em frente.

E isso deve ser respeitado.

Os membros de PP, PPS, PSB e PTC vão ter que ficar em compasso de espera, a menos que decidam se movimentar por si só.

Tadeu Palácio (PP) já havia lançado candidatura; Edivaldo Júnior (PTC) também. Roberto Rocha (PSB) e Eliziane Gama (PPS) foram intimados pelos respectivos partidos a entrar na disputa.

Mas nenhum deles pretende tomar decisão sem a presença do líder do grupo, que precisa, hoje, da introspecção familiar.

Momentaneamente sem rumo, estes partidos terão que aguardar – provavelmente até junho, às vésperas das convenções.

E vão começar da estaca zero…

Pelo visto será cada um por si. Castelo agradece…

por Jorge Aragão

Pelas últimas notícias a tão apregoada aliança entre os partidos que estão no campo da Oposição a gestão João Castelo em São Luís e ao governo Roseana Sarney no Maranhão, não deverá passar de utopia, pelo menos em 2012.

Na segunda-feira (13), o Blog trouxe a informação da “intimação” do PPS a pré-candidatura da deputada estadual Eliziane Gama. Já nesta terça-feira (14), é a vez do PSB, em seu site oficial, confirmar a pré-candidatura do ex-deputado federal Roberto Rocha.

“Roberto é o nosso candidato e temos certeza de que fará um grande trabalho com candidato e como prefeito”, disse o vice-presidente Nacional do PSB, Roberto Amaral.

O ex-prefeito de São Luís e ex-secretário de Turismo, Tadeu Palácio (PP), também já teria dito a interlocutores mais próximos que será candidato a prefeito de São Luís de qualquer maneira.

O curioso é que todos esses pré-candidatos que de certa forma evitavam falar mais abertamente sobre o assunto, após surgir a informação de que Flávio Dino (PCdoB) não seria mais candidato e apoiaria uma possível candidatura de Edivaldo Holanda Júnior (PTC), todos parecem ter modificado a estratégia.

Para completar a alegria do prefeito João Castelo, até mesmo o candidato do grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB), o vice-governador Washington Oliveira (PT), que deverá ser confirmado como candidato petista para as eleições municipais, não terá o apoio irrestrito de sua legenda. Já que o também oposicionista Bira do Pindaré já afirmou que não subirá no palanque do vice-governador, caso perca as prévias indiretas do PT.

Pelo visto deverá prevalecer a política de cada um por si e aí, o prefeito João Castelo agradece penhoradamente os ditos oposicionistas.

Hospital nega responsabilidade na morte de Marcelo Dino

por Jorge Aragão

Marcelo Dino e o ex-jogador Petkovic

A direção do Hospital Santa Lúcia negou na tarde desta terça-feira (14) que Marcelo Dino, case de 13 anos, filho do presidente da Embratur, Flávio Dino, tenha morrido devido a uma suposta troca de medicamentos ou demora no atendimento.

O hospital divulgou nota oficial lamentando a morte do garoto. De acordo com o documento, o paciente deu entrada no início da tarde de segunda-feira (13) apresentando um caso de “grave crise asmática” e foi imediatamente encaminhado à UTI.

Durante o primeiro atendimento, os familiares teriam relatado que Marcelo possuía asma crônica e era usuário de bronco-dilatadores, e que durante a manhã, durante atividades físicas na escola, tinha perdido a consciência após uma grave crise de asma.

– O paciente passou a noite consciente, em monitoramento na UTI, com quadro estável. Por volta das 6h desta terça-feira (14) queixou-se de desconforto e dificuldade para respirar. Foi verificado quadro súbito de piora de oxigenação, e a equipe responsável pela assistência iniciou os procedimentos emergenciais.

Ainda de acordo com o hospital, o paciente não respondeu às manobras de reanimação e morreu por volta das 7h, quando a família foi comunicada.

Segundo o diretor jurídico do hospital, Gustavo Marinho, não há suspeita de irregularidade e a polícia e o Ministério Público já tiveram acesso ao leito, medicamentos utilizados e prontuário médico.

– Não há acusação formal, não houve troca de medicamento ou demora. Ainda é cedo para falar sobre a causa da morte, porque só o IML poderá dar o laudo, mas tudo leva a crer que foi uma infeliz fatalidade.

O corpo do garoto está no IML, onde passa por autópsia.

Inquérito

A Polícia civil do Distrito Federal anunciou que vai instaurar inquérito para investigar as causas da morte de Marcelo Dino. De acordo com agentes da 1º DP, a família registrou boletim de ocorrência na manhã de hoje.

Em nota, a Embratur divulgou o horário do velório, que será realizado hoje, a partir das 19 horas, na capela 10, do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. O sepultamento será amanhã, às 10h, no mesmo local. (As informações são do Portal R7)

Erro médico pode ter ocasionado a morte de Marcelo Dino

por Jorge Aragão

A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para apurar a morte de Marcelo Dino Fonseca de Castro e Costa, nurse 13 anos, hospital filho do presidente da Embratur, Flávio Dino. Ele morreu às 6h da manhã desta terça-feira (14), no Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

De acordo com o delegado Anderson Espíndola, da 1ª DP, amigos da família registraram ocorrência nesta manhã pedindo investigação da morte. Eles afirmaram ao delegado acreditar que houve demora na medicação do garoto, que passou mal por volta de 5h na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital e faleceu uma hora após a crise.

O G1 procurou o Hospital Santa Lúcia, que confirmou a morte de Marcelo Dino. Segundo a assessoria, mais informações serão passadas por meio de uma nota oficial.

Segundo Espíndola, o menino foi internado na segunda-feira (13) com sintomas de crise asmática. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde será examinado para constatar se a suposta demora na aplicação do medicamento teria levado à morte da criança. (As informações são do G1).

Em São Luís, na Assembleia Legislativa praticamente todos os deputados que utilizaram a Tribuna na sessão desta terça-feira, lamentaram a morte de Marcelo e prestaram solidariedade a Flávio Dino, alguns inclusive confirmaram que irão viajar para Brasília acompanhar velório e sepultamento.